Revista "MUNDO e MISSÃO"
História
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por Patrizia Bergamaschi
asou-se um camponês com uma moça muito linda. Todavia, tanta formosura mal disfarçava sua constante e infinita preguiça. Nem bem levantava e já estava cansada e sentindo-se doente, o que obrigava o compadecido e atencioso marido a levar-lhe todas as refeições na cama e a fazer todas as tarefas da casa e do campo sozinho. E, por mais que fizesse e trabalhasse, a mulher em nada parecia melhor, aliás, a cada dia, uma nova dor vinha atormentá-la com cruel intensidade. Assim vivia o camponês, sempre atarefado e cheio de amorosa preocupação, feliz, ao menos, pelo fato de que a esposa nunca tinha perdido nem o sono nem o apetite. Toda aldeia olhava aquela história com sentimentos controversos: pena do marido e desconfiança de sua bela mulher. Mas ninguém dizia nada. Até que um dia, muito cansado e triste, o camponês comentou o caso com um vizinho. Este, imediatamente, quis fazer uma visita à doentinha e prestar solidariedade ao amigo. Lá chegando, entendeu logo a situação e prometeu trazer um bom e infalível remédio. No dia seguinte, à beira do rio, deu ao esperançoso marido uma grande vara de madeira rija, recomendando que a sacudisse diante da mulher, apresentando-a como um "santo remédio". Assim dito, assim feito. Só de ver o santo remédio, a doente sentiu-se muito melhor, pulou rápido da cama e, finalmente e sem nenhuma preguiça, começou a trabalhar.
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