Revista "MUNDO e MISSÃO"

Igreja no Brasil

 

No Brasil há desigualdades não só na sociedade, mas também na Igreja: a distribuição do clero e dos religiosos e religiosas entre as dioceses do Sudeste e do Leste e aquelas do Nordeste e, sobretudo, do Norte é totalmente desequilibrada. Podemos falar em "ricos" e "pobres" na Igreja. Por isso, a CNBB decidiu criar uma Comissão para sensibilizar as Igrejas do Sudeste e do Leste a irem em socorro às da Amazônia, com projetos, expressão de solidariedade e fraternidade.

 

por Costanzo Donegana

 

uando se fala em Amazônia, imediatamente se apresenta diante dos nossos olhos algo mítico: florestas sem fim, que abrigam a maior variedade de espécies vegetais do mundo e animais de todo tipo, rios imensos e igarapés capilares que compõem uma rede que alimenta aquele corpo animado, um subsolo que esconde riquezas minerais incalculáveis, etnias com culturas milenares ao lado de migrantes vindos de todos os pontos do país.

Mas é uma terra ferida. Palavras como: desmatamento, queimadas, destruição da biodiversidade, garimpos, prostituição, narcotráfico, urbanização selvagem, invasão e desrespeito pelas áreas indígenas e poluição da água nos falam com uma eloqüência que não precisa de demonstração.


Procissão de Corpus Christi em Brasil Novo - Xingu

Dentro desta realidade, a Igreja vive há 500 anos, durante os quais foi cúmplice, às vezes, do desrespeito dos direitos daquelas populações: "Pedimos perdão a Deus - declarou a Assembléia dos Regionais Norte 1 e 2 da CNBB (1997) - aos povos indígenas e a todos os pobres do campo e da cidade, por não termos conseguido superar atitudes de omissão ou conivência em relação às violências e injustiças que os povos da Amazônia têm sofrido.

Não demos suficiente testemunho de respeito e amor às diversas culturas e religiões presentes na região". Mas a Igreja também doou a vida na missão na Amazônia. Incontáveis foram os sacrifícios dos frades, padres, religiosas, leigos e leigas que evangelizaram a região até os últimos rincões, nas condições mais difíceis. E numerosos foram os mártires que embeberam com seu sangue aquela terra e o misturaram com as águas dos rios.

S.O.S.

A missão na Amazônia produziu ricos frutos e a Igreja fincou raízes profundas na sua terra: milhares de comunidades a pontilham até os ângulos mais remotos. Mas ela continua sendo terra de missão pela situação particular em que se encontra. As proporções imensas de suas dioceses e prelazias, o número insuficiente dos sacerdotes, religiosos e religiosas e a prevalência de estrangeiros entre eles, denotam que ainda suas Igrejas não atingiram um desenvolvimento capaz de torná-las auto-suficientes.

A partir dos anos 70, o povo da Amazônia lançou, em diversos momentos, apelos, através de agentes de pastorais, missionários e bispos, às outras Igrejas do País, para que prestassem socorro à suas necessidades. Houve respostas, embora, honestamente, tenha que se reconhecer sua insuficiência. Elas se configuraram sobretudo dentro do Programa Igrejas-Irmãs, que pôs em relação Igrejas do Norte e do Nordeste com outras do Leste, Sudeste e Sul. Era (e é) uma "ação de comunhão missionária, pela qual duas Igrejas ou grupo de Igrejas, a nível local, nacional ou além-fronteiras, relacionam-se mutuamente na participação e comunhão fraterna de recursos humanos, pastorais e financeiros, enriquecendo-se mediante a solidariedade e o intercâmbio de experiências pastorais" (Linha 2 da CNBB, Programa Igrejas-Irmãs, 1989).


Uma pequena comunidade às margens do rio

O Programa deu alguns resultados positivos, como o despertar da consciência missionária em algumas dioceses e congregações, que produziu o envio de sacerdotes, religiosos/as e leigos/as para outras Igrejas necessitadas, e também a criação de laços de comunhão entre Igrejas. Mas, não conseguiu animar toda a Igreja no Brasil nem gerou uma verdadeira reciprocidade, porque o movimento foi geralmente no sentido de uma Igreja que se achava "rica", em direção de uma Igreja considerada "pobre", que recebia uma ajuda, mas que achava que nada ou muito pouco tinha a dar à outra.

Não eram suficientemente valorizadas as experiências pastorais das Igrejas do Norte e do Nordeste, riquezas que poderiam ter sido colocadas em comum dentro de uma partilha fraterna. O Programa Igrejas-Irmãs definhou nos anos 80 e procurou-se reanimá-lo no decênio seguinte, com alguns resultados. Agora é retomado, de forma oficial, pela CNBB sobretudo em relação com a Amazônia, com a constituição da Comissão Episcopal da Amazônia, fruto da sensibilização do nosso episcopado durante a Assembléia Geral da CNBB em 2002, em Itaici (ver quadro na pág. 24).

A criação desta comissão manifesta um passo à frente na consciência missionária da Igreja no Brasil; nunca, antes, a CNBB tinha assumido com tanta clareza e concretude o compromisso missionário. É de se esperar que das palavras se passe aos fatos, dando uma guinada na caminhada evangelizadora de nossa Igreja, geralmente fechada sobre si mesma. A Igreja do Brasil é considerada no mundo pelas suas experiências-piloto, em especial a das CEBs, mas devemos reconhecer que as próprias CEBs não tiveram quase nenhuma sensibilidade em relação à missão "ad gentes". Se o movimento de abertura indicado pela criação da Comissão Episcopal da Amazônia é autêntico, não deveria parar naquela região, mas continuar até tornar o compromisso além-fronteiras uma dimensão normal da vida de nossas Igrejas. A Amazônia é grande, mas o mundo é maior!

As distâncias

Há sempre quem argumente: "É bem verdade, as áreas são enormes, mas o índice de densidade demográfica na Amazônia é muito diminuto, comparando-o com o Sul ou Sudeste do Brasil, onde há cifras de centenas e até de mais de mil habitantes por km2!" De fato, há circunscrições em que este índice está abaixo de 1 habitante por km2, em outras situa-se entre 1 e 3, raras alcançam entre 6 e 9 habitantes por km2 [...] No entanto, não é possível fazer depender a nossa ação evangelizadora e as visitas pastorais do número de pessoas em determinada localidade, calculado pelo IBGE.


Dom Erwin com o povo de uma comunidade do Xingu

Comunidades de 50 famílias na cabeceira de um rio ou igarapé, ou no fundo de uma vicinal da Rodovia Transamazônica, não podem ser ignoradas, simplesmente em virtude do escasso número de fiéis em lugares afastados e de difícil acesso. Não são os cômputos estatísticos que motivam a nossa ação evangelizadora. E se, no meio da mata, vive uma única família sequer, também ela merece nossos cuidados pastorais. A experiência nos ensina que, em povoados distantes da sé episcopal ou da sede paroquial, o anseio pela presença do padre ou do bispo é bem mais forte do que nos centros urbanos.

A solidão e o isolamento em que vive este povo e, às vezes, o total abandono por parte das autoridades municipais, estaduais e federais fazem esta gente humilde e pobre "exultar de alegria", quando o bispo ou o padre chega. Quem de nós da Amazônia não pode contar histórias de despedida de comunidades pequenas e queridas que nos tocam o coração, quando durante o último aperto de mão, no derradeiro abraço carinhoso, a mesma pergunta aflora aos lábios de uma mulher, de um homem, de uma criança: "Quando é que o Sr. vem de novo?" e nossa resposta é sempre meio desajeitada e sobretudo imprecisa:

"Não sei! Mas quanto antes, se Deus quiser!" E lá se passam meses e meses para o padre voltar e anos para o bispo novamente visitar aquela comunidade. Na próxima visita pastoral do bispo, as crianças da visita anterior já são adolescentes ou até já se casaram e estão com um nenê no colo.

Dom Erwin Kräutler

A comissão episcopal para a Amazônia

primeiro objetivo da comissão é sensibilizar para a questão da Amazônia. É fazer com que o Brasil todo volte o seu olhar para a Amazônia. Que amem este pedaço do Brasil, defendam o que lhes é próprio, saibam de suas riquezas e dos riscos que estão aí, diante da cobiça de muitos. Que conheçam, sobretudo, as causas do empobrecimento do nosso povo e ajudem a expulsar as forças do mal que deixam rastros em tantas situações desumanas que ferem o direito de cidadania de nossa gente.

O segundo objetivo é conseqüente do primeiro. Por onde passa a proposta da Igreja senão pela evangelização? A comissão deseja favorecer o despertar e o aprofundar da consciência missionária, atendendo ao apelo provindo da Igreja que se encontra na Amazônia. "Dai-nos de vossa pobreza", com projetos de solidariedade e programas afins, através da participação co-responsável e fraterna de todas as dioceses.

A Evangelização da Amazônia, do ponto de vista sociotransformador, visa à promoção integral da pessoa humana, o que implica na defesa da vida em todas as suas formas:

  • A VIDA HUMANA em perigo, diante da lógica de exploração e da violência, o que exige a defesa dos povos indígenas, dos seringueiros, das populações ribeirinhas;
  • A BIODIVERSIDADE ameaçada de extinção, causada pelo desmatamento desenfreado, trazendo desequilíbrios ambientais e sociais e a biopirataria de material genético e o extravio do conhecimento ancestral das populações nativas para as mãos dos laboratórios estrangeiros;
  • O grande patrimônio nacional da fauna, flora e da ÁGUA, fontes naturais de vida, o que exige a atenção à Ecologia para preservar o meio ambiente.

As metas previstas

  1. Incentivar a realização do Projeto Igrejas-Irmãs entre as dioceses do Leste e Sul do País com as Igrejas da Amazônia, promovendo uma relação de entreajuda com o envio de recursos humanos, materiais e financeiros para atender as carências nos seminários, nas comunidades e paróquias.
  2. Colaborar na construção de uma Igreja toda ministerial e missionária, oferecendo suportes para a realização de cursos de formação de catequistas, agentes de pastorais, padres e consagrados.
  3. Favorecer a sensibilização dos amazônidas para o dever de cuidar das vocações, através de um projeto de Curso de Capacitação para Animadores e Animadoras Vocacionais, garantindo o acompanhamento inicial e a sua continuidade.
  4. Despertar a sensibilidade missionária nos seminários, através do processo formativo, implementando um projeto de estágio pastoral dos seminaristas e teólogos na Amazônia.
  5. Criar um Centro Nacional de Documentação da Amazônia, oportunizando a todos o conhecimento e obtenção de informações sobre Amazônia, para lutar e preservar o que é próprio.
  6. Criar Universidade Católica na Amazônia e/ou "Centros de formação superior" que incentivem alguns campos do saber como teologia, filosofia e outras ciências humanas e sociais, dando um cunho ético a todo o processo de formação e pesquisa, contemplando a Antropologia, Cidadania e exclusão social, Espiritualidade e Ecologia.
  7. Criar uma instituição de coordenação da cooperação da Igreja no Brasil, dos Institutos Religiosos e de organismos de voluntariado existentes, a fim de promover e dar consistência à ação de voluntariado missionário na Amazônia.

Formas de participação no projeto

A Comissão Episcopal para a Amazônia precisa de parceiros e parceiras para tornar realidade as metas, com projetos bem concretos. Isso significa que precisa de pessoas disponíveis que se enquadrem nos projetos, passando por uma imersão na cultura amazônica e formação prévia que assegure uma missão inculturada. Outras pessoas, que não disponibilizem de tempo para se dedicarem à Missão na Amazônia, poderão participar igualmente, de modo indireto, isto é, através da colaboração financeira, participação necessária e imprescindível para realizar qualquer ação, e muito mais para dar sustentação ao projeto, assegurando a sua continuidade.

Como participar do Projeto

ntrar em contato com a Secretaria da Comissão
Episcopal para a Amazônia. Antes, porém, é oportuno o contato com o seu pároco e a sua diocese, pois, todo o envio de missionários, ou de missionários leigos voluntários é feito pela própria comunidade que os envia.

  • Secretaria da Comissão Episcopal para a Amazônia
    SE/Sul - Q 801 - Conj "B" - Brasília - DF - 70401-900
    Tel.: (61) 313.8300 - Fax: (61) 313.8303
    E-mail: Amazonia@cnbb.org.br
    Dom Jayme H. Chemello
    Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia

Perspectivas evangelizadoras

uem, pessoa ou Igreja, deseja responder ao apelo das Igrejas da Amazônia, deve conhecer sua caminhada, para não chegar com o espírito colonialista, impondo seu projeto de "rico" aos "pobres". A Assembléia dos Regionais Norte 1 e 2 da CNBB, de 1997, elaborou algumas perspectivas evangelizadoras que apresentam, de maneira sintética, os desafios e as respostas daquelas Igrejas. Apresentamos uma síntese.

1. Inculturação

As Igrejas da Amazônia estão buscado seu rosto amazônico. Porém, a Amazônia é constituída por muitas Amazônias:

  • as culturas indígenas (mais de 100);
  • as culturas dos negros e remanescentes de quilombos;
  • culturas de seringueiros, lavradores, ribeirinhos, pescadores;
  • culturas dos migrantes das mais diversas proveniências;
  • cultura moderna, especialmente no mundo urbano.

As Igrejas amazônicas são chamadas a inculturar-se, a inserir-se nesses múltiplos universos e a viver um sadio pluralismo. Isso implica ajudar os povos locais a exprimir e celebrar a sua fé em Cristo, na sua própria linguagem, símbolos, valores, suas expressões religiosas, sua visão de vida e de mundo.

2. Cidadania


Participação da comunidade na missa

Nos últimos anos, surgiram - também com a contribuição da Igreja - novos sujeitos sociais seja no mundo urbano, seja em outros: indígenas, trabalhadores rurais, seringueiros, ribeirinhos, pescadores, migrantes, sem terra, mulheres.

As Igrejas da Amazônia desejam apoiar essas organizações populares em suas iniciativas, como: desenvolver alternativas de produção, participar de movimentos urbanos, reivindicar a reforma agrária integral, a regulamentação democrática do uso das águas, o estatuto dos povos indígenas e a democratização dos meios de comunicação social, interferindo nos grandes projetos e aceitando-os somente quando são participativos, trazem benefícios sociais e respeitam o meio ambiente.

3. Formação


Batismo de uma criança

Frente à riqueza e complexidade social, cultural, econômica e ecológica da Amazônia e à necessidade de atuar de modo lúcido e eficaz em sua missão evangelizadora, as Igrejas da Amazônia empenham-se em ampliar os espaços de participação dos leigos e leigas; formar ministérios adequados às necessidade das comunidades; favorecer a formação dos povos indígenas, visando à conservação da sua língua e cultura e o acesso à formação escolar e técnica; aumentar centros de formação teológica, para produzir uma teologia autenticamente amazônica.

4. Anúncio central da Boa Nova

As perspectivas evangelizadoras acima expostas enraízam-se na missão primeira da Igreja: anunciar o Evangelho de Jesus Cristo e do seu Reino como fonte de sentido e de libertação. Diante da crise da nossa época, as Igrejas da Amazônia sentem-se desafiadas a: - anunciar, especialmente aos afastados, o núcleo do querigma: Jesus Cristo morto e ressuscitado, caminho, verdade e vida para todo homem e mulher;

  • levar as pessoas e as famílias a uma experiência de intimidade com Deus, através de uma espiritualidade intensa;
  • manter a opção de fé aberta nas várias direções: respeito pela religião popular, diálogo com outras Igrejas cristãs e religiões, inculturação, compromisso social e uso dos meios de comunicação;
  • promover comunidades de fé que sejam testemunhas do Evangelho, eucarísticas, missionárias e libertadoras, valorizando as experiências tradicionais e novas (CEBs, movimentos eclesiais).

Sul 1 - Norte 1
O Projeto Sul 1 - Norte 1 é uma experiência que antecipou a
Comissão Episcopal da Amazônia.

Projeto Missionário nasceu em 1994, quando, na Assembléia Geral dos bispos, em Itaici, foi feito um forte apelo em favor da Amazônia, como região de muitos desafios missionários e carente de recursos humanos em nível de evangelização e de formação. O Regional SUL 1 reuniu-se, estudou a questão e dom Eduardo Koaik, então presidente, fez a proposta de o Regional Sul 1 assumir o Norte 1 (AM, RR, RO, AC). Nascia o Projeto Missionário Norte1-Sul1.

Inicialmente, foi convidada a participar a CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil) de São Paulo e nasceu a primeira comunidade missionária (1996), composta por quatro irmãs de quatro congregações diferentes, que assumiram a paróquia São Pedro em Manaquiri, arquidiocese de Manaus, com a matriz e 25 comunidades ribeirinhas. Agora já são cinco irmãs. Em seguida, houve o apelo do seminário de Porto Velho e foi enviado um padre de São João de Boa Vista para dar aulas de antropologia religiosa.


Irmãs e um sacerdote do Projeto NORTE 1 - SUL 1

Ele ficou um mês. Houve também o movimento no outro sentido: um padre de Manaus veio para fazer o curso de comunicação e um diácono ficou três anos, freqüentando o curso de liturgia na faculdade Assunção de São Paulo. No início de 1997, foi mandada a primeira leiga do Projeto, atendendo a um pedido de dom Mário Clemente Neto, da prelazia de Tefé, AM. Ela foi para a cidadezinha de Uarini, com muitas comunidade ribeirinhas e um povo muito necessitado. Ficou um ano, sozinha.

Em 1997, o Projeto deu um passo para frente, com o envio dos primeiros padres. A pedido da diocese de Ji-Paraná, RO, foi enviado um sacerdote da diocese de Piracicaba. Seis meses depois, chegou o pedido da diocese de Guajará Mirim para Corumbiara, RO. É uma paróquia grande, com 42 comunidades rurais, numa região com conflitos de terra e há dois anos sem padre. Foi enviado um padre de Osasco. Como se vê, o Projeto foi crescendo lentamente, sobretudo graças à divulgação feita de maneira simples, mas que se revela eficaz.

Fala-se do Projeto em dioceses que convidam, nos encontros do COMIRE (Conselho Missionários Regional), dos COMIDIs (Conselhos Missionários Diocesanos), em entrevistas pela Rede Vida e através do folder que foi preparado. Desta maneira, foram atingidos vários lugares, embora ainda representem uma parte pequena do Regional. Apesar disso, muitas pessoas têm ligado para o Regional, realmente interessadas no Projeto, vendo-o como uma resposta a um anseio que carregavam dentro de si há muito tempo.

Assim, em 1999, houve um grupo formado por um padre, um casal, duas religiosas e quatro leigos que, de acordo com os pedidos das dioceses do Norte 1, foram distribuídos pela região. Agora há três leigos em Uarini, mais um em Alvarães, na mesma prelazia. A preparação é feita através de encontros de uma manhã, 8-9 vezes por ano. Todos participam do curso de janeiro promovido pelo CCM (Centro Cultural Missionário) da CNBB para os missionários que vão atuar dentro do País. Todos são acompanhados com visitas anuais por parte de responsáveis do Projeto da CNBB de São Paulo.

A PUC de Campinas

"A Pontifícia Universidade Católica de Campinas - relata pe. Sérgio Lopes Gonçalves, diretor do Centro de Ciências Humanas" - participa do Projeto Missionário Norte I - Sul I, para responder à carência de docentes no Seminário João XXIII da Arquidiocese de Porto Velho (RO) que agrega seminaristas de todo Regional Norte I da CNBB. Assim sendo, ao final de 1998, foi solicitado à referida Universidade que enviasse professores de sua Faculdade de Teologia e Ciências Religiosas para lecionarem disciplinas das áreas de Bíblia, Teologia Sistemática, Teologia Moral e História da Igreja no curso de Teologia daquele seminário.

As disciplinas são ministradas na forma de cursos intensivos de uma semana (disciplinas de 30 horas/aula) ou duas semanas (disciplinas de 60 horas/aula). As duas entidades assinaram um convênio com validade até março de 2005, podendo ser renovado por outro período a ser acordado entre as partes. O Projeto tem servido para ampliar horizontes dos alunos do seminário, bem como dos professores da PUC - Campinas. Tem-se um processo de formação acadêmica, de convívio fraterno entre os corpos docente e discente, de troca de experiências pastorais e de ampliação de horizontes missionários das supra citadas Faculdade e Universidade."

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