Revista "MUNDO e MISSÃO"
Igreja no Mundo - Ásia
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O número de católicos na Indonésia oscila entre 6,5 milhões (soma dada pela Igreja) e 10 milhões (segundo estatísticas do Governo). O porquê dessa diferença é explicado pelo Mons. Situmorang: "Os católicos batizados são cerca de 6,5 milhões. Mas há 2 a 4 milhões entre catecúmenos e simpatizantes que já se definem católicos. Deve ser notado que na Indonésia há a obrigação de declarar a própria religião (entre as 5 reconhecidas pelo Estado: islã, hinduísmo, budismo, catolicismo, protestantismo), portanto diversas populações que conheceram Jesus Cristo se declaram católicos, mesmo sem terem recebido o batismo. O dinamismo da comunidade católica é bom, embora ainda haja muita estrada a percorrer e sejam muitas as pessoas que ainda esperam a Boa Nova. As nossas atividades religiosas, educativas e sociais são muito apreciadas pelas pessoas em geral. Não as usamos para fazer proselitismo, mas para darsinais tangíveis da caridade cristã". "Em Papua, por exemplo - observa Mons. Laba Ladjar - temos tribos, onde vigora a poligamia, que se autodefinem católicas, mas não têm acesso aos Sacramentos". Nas ilhas Molucas, ao contrário, o número dos católicos está crescendo |
após o conflito porquê - explica Mons. Petrus Canisius Mandagi, Bispo de Amboina - "durante a guerra, os católicos defenderam a pessoa humana para além da religião, sem se aliarem às partes de protestantes ou muçulmanos, e trabalhando pela reconciliação. Graças a este testemunho, hoje muitos estão se interessando pelo catolicismo". Os Bispos estão na Itália, enquanto explodiu a guerra no Iraque e temem que o conflito possa provocar na Indonésia um aumento de extremismo. Mons. Situmorang afirma: "Haverá, sem dúvida, um ressurgimento do fundamentalismo islâmico, mas não creio que isto poderá influir negativamente sobre o diálogo inter-religioso, porque criamos relações de amizade muito estreitas entre os chefes religiosos, que há poucas semanas levaram uma mensagem de paz ao Santo Padre. Graças a este testemunho dos líderes, em nível popular não haverá um conflito aberto entre fiéis muçulmanos e cristãos". "Na Indonésia - acrescenta Mons. Mandagi - os grupos fundamentalistas são pequenos mas são sustentados por redes internacionais, como ocorreu nos conflitos das Molucas. Existem, de fato, grupos e partidos que entendem instrumentalizar o islã para os próprios interesses políticos". "É muito fácil - observa o Bispo Laba Ladjar - identificar os americanos com os cristãos e o Iraque com os muçulmanos, apresentando o combate como guerra de religião. A Igreja deve reafirmar, como fez o Santo Padre, que esta guerra não tem nada a que ver com a fé. É preciso dizê-lo claramente, com manifestações e declarações políticas dos líderes, que cheguem até o povo em geral". Fonte: Agência Fides |
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