Revista "MUNDO e MISSÃO"
Igreja no Mundo - Ásia
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As figuras de Maria floresceram, sobretudo, depois do Concílio de Éfeso (431 d.C) que a proclamou Mãe de Deus (THEOTOKOS) mas, já muito antes existiam representações que remontam aos primórdios da fé cristã. Até o Concílio Ec.Vaticano II essa grande festa era comemorada a 11 de outubro de cada ano. As primeiras imagens que nos chegam são pinturas nas catacumbas do século 3 (catacumbas de Domitila e de Priscila = parte subterrânea de uma Domus Romana). Essas pinturas nos mostram a Mãe de Deus no momento da Adoração dos Magos, a Anunciação do Anjo à Maria, a Mãe de Deus em oração... Nas catacumbas desses primeiros séculos encontramos mais de sessenta representações da Virgem em relação ao Mistério que a envolve.
A proibição de se fazer uma imagem de Deus no Antigo Testamento (Dt 4, 12 e 15) pelo perigo de se criar uma idolatria, um falso Deus na hora do nascimento terreno do Filho de Deus. Ele próprio apresenta-nos a sua imagem, aquela que restaura o homem, Ele é o novo Adão de uma Nova criação de remidos em que Maria será a Nova Eva. |
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A evolução da figura de Maria
A imagem de Maria, sobre tudo no Primeiro Milênio Cristão foi parte implícita da Celebração do Ministério Pascal dentro do grande ciclo litúrgico. No segundo Milênio as festas e imagens marianas têm sido cada vez mais isoladas e invocadas pela piedade particular, muitas vezes, separadas do ministério que lhe dá razão de existir. Só as festas litúrgicas serão a porta de entrada da iconografia marial; tanto no Ocidente como no Oriente. Como o Cristianismo primeiro desenvolveu-se muito na Europa e daí para todo o mundo, então, foi a arte européia de um cristianismo decadente que espalhou-se pelos continentes.
A arte a partir do séculos XV e XVI refletirá "madonas" como as senhoras européias vestidas nas cortes, cujo o interesse dos artistas não será mais o mistério celebrado mas sim a sua grandeza em dominar as perspectivas, as cores, as técnicas da arte ilusória em recriar a perfeição do ser humano, seu corpo, olhos, movimentos... Os modismos de cada época, suas espiritualidades e ideologias veio gerando até hoje um multiplicador de "imagens de nossas senhoras" com fins lucrativos, vendidos em barraquinhas "mal acabadas" que nem de longe revelam-nos a grandeza do "ser mulher" e, menos ainda, a de Maria, Mãe do Deus Único e Salvador. |
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