Revista "MUNDO e MISSÃO"
Igreja no Mundo - Asia
| Coréia do Sul O
dinamismo de uma Igreja missionária
Alberto Garuti Com um número reduzido de fiéis, se comparado ao das outras religiões, a Igreja da Coréia do Sul é muito estimada junto ao povo e influente, especialmente em política. Jovem e dinâmica, vive sua missionariedade atuando em várias frentes Embora minoria, os católicos da Coréia do Sul formam uma
comunidade atuante e têm presença marcante em seu país.
Abalada por uma crise econômica e por sucessivos escândalos
por corrupção que levaram à prisão dois ex-presidentes,
a Coréia enfrentou as eleições em dezembro de 1997
decidida a iniciar um caminho de renovação moral, econômica
e política. Nesse momento crucial para a história do país,
os dois candidatos mais votados foram dois católicos: o eleito
Kim Dae-jung, que conseguiu 40,3 % dos votos e seu principal rival, Lee
Hoi-chang, que obteve 38,7% dos votos. Uma foto, publicada num dos principais
jornais, mostrava os dois candidatos, poucos dias antes da posse do novo
presidente, lado a lado, na catedral, recebendo a comunhão das
mãos do cardeal arcebispo de Seul. Uma Igreja aberta ao mundo É assim que se pode descrever a Igreja da Coréia: uma Igreja que não se fecha em si mesma, embora não se possa negar que existam graves problemas internos, como por exemplo o fato de ser ainda minoria, não somente em relação às religiões tradicionais do país, como também em relação aos próprios protestantes (7,7% contra 22,3%). Abertura à Coréia do Norte Desde 1948, a Coréia é um país dividido: o Norte,
comunista, ateu e o Sul, democrático, depois de ter passado por
ditaduras militares. O anseio de todos os coreanos é a reunião
das duas num só país. A Igreja católica da Coréia
do Sul exerce um papel muito importante para a reunificação
das duas Coréias. Abertura à China e ao Japão Os católicos coreanos estão ajudando financeiramente os
seminários chineses, dizendo que essa ajuda é um modesto
sinal de gratidão, pois os chineses ajudaram na formação
dos primeiros padres coreanos no início do século XIX. Abertura ao mundo A Igreja católica da Coréia também está aberta
aos problemas do mundo inteiro: em pouco tempo se transformou de uma Igreja
que recebe numa Igreja que doa. Com pouco mais de 3 milhões de
católicos, ela já tem mais de 200 missionários atuando
em várias partes do mundo. Um país que está conseguindo sair da crise Kim Dae Jung, que desde 24 de fevereiro de 1998 tomou posse da presidência
da república da Coréia do Sul, irrita-se quando lê
a palavra "triunfo" em artigos que falam dele, mas editorialistas
de importantes jornais estrangeiros, como o japonês The Japan Times
ou o chinês Hong Kong Standard não encontram outros termos
para caracterizar os incríveis sucessos que o novo presidente conseguiu
no primeiro ano de seu mandato. Ele recebeu um país em grave crise
econômica, fruto do vendaval que se abateu sobre todos os chamados
"tigres asiáticos". Mas, como escreve o Japan Times,
são poucas as pessoas que sabem tomar as decisões certas
no momento certo, especialmente quando as decisões a serem tomadas
são tremendamente desafiadoras. CORÉIA DO SUL
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