Revista "MUNDO e MISSÃO"
Igreja no Mundo - Geral
A arte nos As formas atuais por Cláudio Pastro
As formas das novas igrejas adaptaram antigos espaços ou criaram novas formas com o presbitério (ou santuário) mais centralizado, dando ênfase ao altar, ambão e sédia, lugares do verdadeiro presidente da assembléia e primeiro participante, o Senhor Jesus. As cadeiras ou bancos que os circundam mostram a participação de todos na celebração.
A beleza não é luxo. A beleza é o esplendor da verdade. A beleza é harmonia, unidade e paz, pois é um dos atributos de Deus. O feio, o horrível, o desleixo e a poluição são sinais de descaso, evidência de que as prioridades são outras que Deus em si. Jamais a pobreza será sinônimo de feio. A beleza é sinal de que acolhemos os bens da Criação e do Criador e de que Jesus Cristo veio renovar a criação perdida, o mundo que ainda vive no caos. É por isso que os espaços cristãos sempre nos revelaram ser pequenos universos, microcosmos de beleza e paz, ao longo da história da humanidade. Se fazemos bom uso dos materiais como se fossem todos "vasos sagrados do altar" e se utilizarmos o mínimo necessário à liturgia e ao rito, certamente, permitiremos que a glória do Senhor se manifeste e atue no espaço que é dele e comum a todos os irmãos. FORMAS DIVINAS OU DIABÓLICAS As formas e materiais rezam ou mascaram o nosso Deus. Enchemos o espaço de "fetiches" e o silenciamos. Os espaços, ditos cristãos, muitas vezes são repletos de "santinhos e santões", slogans, faixas com frases (até bíblicas), parafernálias (com músicas excessivas e volume alto, danças e cantos) tornando-se um espaço diabólico, pesado e opressivo para o homem cansado dessa vida, onde o exterior já o oprime e é caótico. O homem de hoje está sedento do único Deus vivo. O espaço existe para revelar o belo corpo do Ressuscitado, presente na assembléia cristã e em cada um de nós. Do contrário, o único centro verdadeiro (Jesus Cristo) e a razão desse espaço se perdem. LÁ ONDE O CÉU E A TERRA SE TOCAM Uma visão antiga e sempre nova sobre a construção de igrejas IMAGEM DO CÉU Os espaços de celebração cristã devem fazer-se notar como um espaço de troca entre o céu e a terra. Por céu entende-se a liturgia e o rito com seus sacramentos, as cores, as formas, os sons, as imagens inerentes ao ser espiritual que bebe nas fontes da Igreja e do Evangelho, e não simplesmente, em formas mundanas. Por terra entende-se o próprio homem com sua cultura, alegrias, tristezas e anseios. Do padre, do arquiteto, do artista se exige mais uma ascese do que novidades e modismos. ESPAÇO SAGRADO
O espaço humano onde atua o Divino é o lugar da Presença do Outro, do incriado, daquele que é. Ele atua em cada um e na comunidade orante. É sobretudo lugar de silêncio e despojamento para o Mistério se manifestar.
Não é espaço para devoções pessoais (reza de terço e novenas de santos); via sacra; expressões televisivas ou outras que se pareçam; lugar de espetáculos, shows; lugar de reuniões de sindicatos ou outras; lugar para discursos ou ensinamentos racionais; lugar de moralismos; lugar para expressões debochadas e nem mesmo temporais.
Nas imagens, Pavilhão Christus na Expo 2000 em Hannover - Alemanha. Igreja ecumênica com as técnicas atuais e concepção antiga de claustro e batistério (dentro da colunata). Novamente a igreja cristã volta-se para dentro, para própria comunidade, pois o mundo tende a descritianizar-se. A palavra ecumenismo não se refere a outras religiões não cristãs, mas à unidade entre as várias denominações cristãs |
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