Revista "MUNDO e MISSÃO
Leigos
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Há uma ou outra iniciativa gerida geralmente por missionários e Ongs, com leves resultados positivos, insignificantes porém, diante da vastidão das áreas geográficas e da quantidade de pessoas envolvidas nessas tragédias. A população procura sobreviver, à espera de algum difícil milagre que possa mudar o país. Os jovens procuram emigrar em busca de alguma oportunidade em outros lugares. Faltando indicações provenientes da sociedade política e civil, a Igreja lança um apelo e se faz promotora de mudanças, pedindo um compromisso concreto para iniciar um caminho de esperança. O apelo é lançado a todos os guineenses e nós o repassamos a todas as pessoas de boa vontade que são solidárias com a vida dos outros, portanto, esse apelo é para todos os cristãos, até os do Brasil. CRIAR ESPERANÇAS Criar esperanças não é dever somente de poucos idealistas que sonham com um futuro melhor... É dever e compromisso de todos. Aqui surge a primeira pergunta: por que existem poucos interessados em criar a esperança e envolver a própria vida de maneira positiva, em beneficio dos outros? A resposta é simples: porque o comprometimento os tira do comodismo e requer sacrifício. É claro que não vamos interpelar esses acomodados em seu pequeno mundo egoísta, mas aqueles que ainda acreditam que é possível mudar a vida e o mundo. Cada um, naturalmente, deveria agir em seu ambiente e na própria realidade, mas nesse mundo globalizado, precisamos também perceber outras realidades que nos envolvem, superando as distâncias geográficas, culturais e econômicas. Isso é valido não somente em benefício da Guiné Bissau, mas para todos, também para todos os mais desfavorecidos do mundo. A falta de esperança mata não somente as pessoas, mas também as perspectivas, os ideais, a coragem de um povo de viver e de recomeçar.
Este caminho não teria nada de extraordinário se fosse assumido comunitariamente, mas poucos têm a coragem de fazer escolhas concretas para transformar o sonho de solidariedade numa realidade concreta. É possível começar na própria casa, comprometendo-se em iniciativas locais, às vezes, pequenas, mas pontos de partida para quaisquer iniciativas maiores e mais envolventes (quantas pessoas da terceira idade poderiam se comprometer nestas atividades de solidariedade que enriqueceriam a própria vida). Outras, tendo maiores possibilidades e despreendimento, poderiam contribuir diretamente para criar perspectivas de esperança na Guiné Bissau. DE QUE A GUINÉ BISSAU MAIS PRECISA? Seria possível fazer um longo elenco de profissões de grande utilidade num país carente de recursos humanos. Existem já alguns profissionais competentes, mas a solidariedade de conviver com eles, ajudando-os, aumentaria os caminhos de esperança. Nos anos noventa, nos Camarões, um missionário, que se ocupava da juventude, já declarava que "a África, em geral, tem à disposição médicos, assistentes sociais e professores. Faltariam, porém, administradores que ajudassem a criar novas possibilidades de trabalho e que ensinassem a gerir com capacidade e honestidade os recursos locais".
OS NOVOS CAMINHOS PARA O LEIGO E O VOLUNTARIADO MISSIONÁRIO Uma outra perspectiva seria o laicato missionário e o voluntariado internacional que, nos últimos anos, foram instrumentos valiosos para colaborar na solução de muitas emergências no mundo. Essa seria a maneira melhor de ajudar porque o voluntário se torna o companheiro de caminhada pelo deserto da miséria, para tornar mais profunda e profícua a solidariedade humana. Quem se candidataria a esta solidariedade cristã? Contato A revista MUNDO e MISSÃO será
a referência para esclarecer, encaminhar, intermediar contatos de
interessados em conhecer melhor a emergência da Guiné Bissau.
Se houver paróquias ou entidades interessadas em organizar encontros
de conhecimento, coleta de ajuda e ofertas, a revista MUNDO e MISSÃO
poderá participar desses eventos e enviar diretamente a dom Pedro
Zilli essas colaborações. |
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