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acordo com os repórteres da Unaids, há mais de 40 milhões
de órfãos, na África, gerados pela Aids, sendo que
Zâmbia está no topo da lista. Os três países,
(Zâmbia, Zimbábue e Botsuana) que pertencem a Província
Verbita de Botsuana, junto com Suazilândia, Lesoto, África
do Sul e Namíbia, formam o coração dessa epidemia
que nocauteia o nosso povo. As estatísticas da Unaids, apresentadas
no Time Magazine de 12 de fevereiro de 2001, afirmam que, nos países
abaixo relacionados, há pelo menos um entre cinco adultos vivendo
com o vírus HIV:
- Botsuana: embora tenha a maior renda per cápita do continente
africano, tem também o maior número de adultos infectados
(36%). Somente em 2001, 24 mil adultos morreram e 66 mil crianças
perderam suas mães ou seus pais por causa desta doença.
- Suazilândia: mais de 25% dos adultos têm o vírus
ou já desenvolveram a doença; 12 mil crianças ficaram
órfãs e 7,1 mil crianças e adultos morrem a cada
ano.
- Zimbábue: 25% da população adulta está
infectada; 160 mil adultos e crianças morreram em 1999, e 900 mil
crianças ficaram órfãs. Em decorrência da Aids,
a expectativa de vida baixou para 43 anos.
- Lesoto: 24% estão infectados; 35 mil crianças ficaram
órfãs e 16 mil adultos e crianças morrem a cada ano.
- Zâmbia: 20% da população adulta está
infectada (uma em cada quatro pessoas nas cidades). Livingstone, a capital
do turismo, tem o recorde de 31%. 650 mil crianças ficaram órfãs
e 99 mil morrem a cada ano.
- África do Sul: tem o maior número de pessoas vivendo
com a síndrome, pulando de 13%, em 1997, para 20% da população
adulta, atualmente. 420 mil crianças ficaram órfãs
e 250 mil pessoas morrem a cada ano.
- Namíbia: 19.5% da população está
infectada. Deste número, 57% são mulheres; 67 mil crianças
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são órfãs da AIDS e morrem 18 mil adultos e crianças
por ano. No artigo: "A morte acompanha um continente", de Johanna
McGeary, publicado pelo Time Magazine, lemos: "Do outro lado do quadrante
sul da África, o pesadelo é real. Aids é palavra
que não se fala e, aqui, no nível zero do cataclismo da
lista de morte da humanidade, a tragédia é que o povo não
sabe ou não quer saber o que está acontecendo. Enquanto
o Hiv passa sem misericórdia por estas terras, o mais pavoroso
julgamento pelo qual a África passou, alguns poucos tentam fazer
alguma coisa contra esta terrível depredação. O resto
da sociedade não olha.
Os médicos e legistas não dão nome à doença
assassina. As famílias recolhem-se por vergonha. As lideranças
não aceitam as responsabilidades. O silêncio é o que
clama vitória sobre a doença: a negação não
anula o vírus.
O Primeiro Mundo também está silencioso. A Aids na África
nunca transferiu responsabilidades aos países ricos, como estes
fazem em relação aos países em desenvolvimento, quando
algo ruim lhes acontece. Uma atenção esporádica é
dada ao caso. Os holofotes se acendem quando uma conferência a nível
internacional se aproxima. Mas tudo pára por aí. Algumas
boas almas fazem doações; os governos reconhecem que deve
ser feito mais, porém, pare um pouco e reflita: se o que está
acontecendo aqui estivesse acontecendo num destes países ricos
".
'Igreja como Família de Deus' é a palavra-chave para a Igreja
africana. Tradicionalmente, não havia órfãos na África,
pois os parentes assumiam os filhos de seus entes queridos como fossem
seus.
Hoje, a maioria das famílias está saturada de tantos órfãos
e mais um já não é aceito. Os parentes se comportam
como estranhos. Mas ainda há tempo para mudar esta situação
e a esperança não deve morrer, mas iluminar as lideranças
mundiais: há muitas guerras que devem ser combatidas em prol da
humanidade.
Extraído do Livro de "Jesus
tem Aids" de Paul Shiju
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