Revista "MUNDO e MISSÃO"
Pobres
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Neste
mês, a associação
Edson Santos Um abrigo para refugiados Também hoje milhões de refugiados jazem em sangue e lágrimas, porque o mundo esqueceu o amor de Deus. Nós, da AIS, os reerguemos, conforme nossas forças, seja na África, na Ásia, na Escandinávia ou na América Latina. Graças à generosidade de pessoas como vocês, reconhecemos Abel no Sudão, nos 50.000 Dinkas cristãos que, há 20 anos atrás, refugiaram-se na região de Darfur, hoje em guerra, e que querem voltar novamente à sua terra, no sul do país. São 1500 quilômetros a pé; depois, o recomeçar a trabalhar em terras incultas, em roças e campos devastados. Mas essa é a sua pátria e, com a nova ajuda financeira que já enviamos, eles farão florescer a sua terra com sementes, água e ferramentas. Entre eles, há 72 crianças-soldado. Também eles são Abel, vítimas de ódio e de violência. Para reconduzi-los ao amor, a algo tão estranho e distante para eles como a sua mais tenra infância sem pai, é preciso bem mais. Durante dois anos, receberão dedicação especial num acampamento, onde freqüentarão a escola e conhecerão o valor da vida e dos frutos do campo. A colaboração de vocês lhes será uma ajuda e as orações de toda família da AIS os acompanharão.
Nova pátria na Igreja “A violência tem suas raízes no ódio, e somente aí!”, profetizou São Bento de Núrsia, o padroeiro da Europa. Esquecer o ódio, experimentar o amor, encontrar na Igreja, longe da própria terra, uma nova pátria, essa é a realidade de milhares de tâmeis católicos do Sri Lanka, castigado por guerras, e de vietnamitas, emigrados na Noruega. A própria Igreja no extremo norte da Europa é diáspora e necessita de ajuda. Pois ela é pobre e pequena, mas fiel e missionária. Os migrantes da Ásia são seus animadores. Eles organizam festivais de dança e de teatro, de sua terra natal, com temas bíblicos. Não raro, aparecem até mesmo cem jovens e crianças, que encontram abrigo. E vocês lhes abriram a porta com suas doações, que a “Ajuda à Igreja que Sofre” já enviou e que pretende enviar outro tanto este ano, novamente. Faces da Esperança
A colheita prometia ser rica, como raras vezes. Finalmente, seria possível pagar as dívidas e talvez até comprar sementes melhores. A terra é boa na Guatemala. E então chegou “Stan”, um furacão pior do que “Mitch”, que devastou a região há seis anos atrás. O Stan arrancou tudo; a terra afundou e, com ela, a esperança. Na paróquia de São Bartolomeu, que ficou coberta pelas águas, a primeira ajuda veio em forma de mantimentos. Então, os camponeses se ajoelharam e agradeceram a Deus por não tê-los esquecido. Confiando na generosidade de gente como vocês, a associação AIS enviou 104.000 reais de ajuda emergencial. São Bartolomeu, Imaculada Conceição, Santo André, São Marcos e Santa Rosa – todas essas paróquias, e muitas outras, confiam em ajuda para a reconstrução. Centenas de crianças morreram, dezenas de milhares perderam tudo nas ondas. A ajuda de vocês dará à esperança deles um novo alento. Na República Dominicana, Pe. Carlos Amedée Sherwans encarna a esperança para os refugiados do país vizinho: - o Haiti. Ele se preocupa, não apenas com a sobrevivência deles, mas que aprendam a ler e escrever. E mora entre eles. “Eu não posso falar de Redenção, sem partilhar a miséria deles. O amor é sempre algo concreto, para o corpo e para a alma”!, afirmou. Seus protegidos não têm direitos e geralmente submetem-se a serviços que nada mais são do que trabalho escravo. A generosidade de vocês devolve-lhes também a esperança! Os únicos que falam de Deus Na maior parte da África, pouco mais de 8% da população têm acesso à energia elétrica. Isso significa que a televisão tem pouca influência, enquanto que o rádio é vital para a evangelização e para a vida social. A Rádio Ndoye, emissora do bispo Yombandje, de Bossangoa (República Centro Africana), informava, ensinava o alfabeto, anunciava a Boa Nova. E a maior parte dos ouvintes captava suas mensagens através de rádio à pilha. A emissora, porém, foi assaltada por rebeldes do Chade, país vizinho, que mataram três dos colaboradores e roubaram os equipamentos.
Mas o bispo não quer desistir. Já conseguiu novos equipamentos e procura agora apoio para a formação técnica e teológica dos jornalistas. A AIS prometeu ajuda para ele, bem como para outras emissoras que, como a Rádio Pa´i Puku, no Paraguai, são as únicas mídias que falam de Deus em vastas regiões dos continentes. Também na Lituânia, na Ucrânia e no Leste Europeu em geral, milhões de pessoas, muitas vezes solitárias, escutam as palavras das poucas emissoras católicas. Isso é genuíno amor ao próximo! colabore
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