|
Pobreza x Superpopulação
Repetidas e exaustivas vezes, e sem embasamento em dados comprovados,
as mídias vêm anunciando que a superpopulação
é causa da pobreza. E se fosse o contrário, isto é,
se fosse a pobreza a causa do superpovoamento? Há quem use este
discurso para justificar um forçado controle da natalidade nos
países do Terceiro Mundo, apresentando-o como a solução
para seus problemas sociais.
Todavia, uma análise da história econômica e social
de países muito carentes não apresenta nenhuma relação
direta entre população e pobreza, aliás, comprovam
que a melhoria das condições econômicas, em geral,
precede a queda das taxas de natalidade. Exemplo disso são os países
europeus que, após a II Guerra Mundial, tiveram um grande boom
econômico, acompanhado de um crescente bem-estar social e de uma
significativa e preocupante queda de natalidade que, ainda hoje, ameaça
o futuro dos mesmos. A análise dos dados atuais, apresentados por
organizações mundiais, como a Onu, a Unesco e o Unicef,
mos-tra outra realidade. Considerando os 20 países com maior densidade
demográfica (entre 230 até 400 habitantes por km2) e os
20 menos populosos (entre 2 e 8 habitantes por km2), percebemos que, em
média, os moradores dos países mais populosos têm
uma vida muito melhor do que aqueles que residem em países despovoados.
Entre os 20 países mais povoados, somente quatro (Índia,
Bangladesh, Sri Lanka e Haiti) têm uma renda per capita inferior
a mil dólares anuais, enquanto os mais ricos entre os países
superpopulosos têm uma renda média de 10 mil dólares.
Entre os países menos povoados, somente três têm uma
renda de até ou mais de 10 mil dólares, enquanto dez estão
abaixo dos mil dólares anuais.
Entre os países mais povoados, encontramos: Holanda, Japão
e Inglaterra; entre aqueles com baixa densidade populacional, estão
11 dos mais pobres países africanos.
|