Revista "MUNDO e MISSÃO"
Política
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Ciências e poder mundial caminham juntos No seculo passado, a ciencia despertava exaltadas esperanças de progresso para a humanidade. Hoje, apesar do enorme e requintado avanço tecnológico, ela não suscita mais grandes expectativas. Considerando o trabalho, neste seculo, de mais de quatro milhoes de cientistas e engenheiros no mundo inteiro, os resultados deveriam ser mais significativos. Segundo o diretor da Unesco, Frederico Mayor, embora a ciencia tenha debelado muitas doenças que dizimavam populaçoes inteiras, em certos aspectos, hoje, ela parece desviar-se de seus nobres objetivos. Outrora, sua meta era fazer avanyar a conheci- mento em beneflcio de toda a humanidade; atualmente, trabalha mais para os consumidores com poder aquisitivo mais elevado do que para o bem e o interesse publico. A privatização da ciencia fez ,com que fossem abandonadas necessidades essenciais e universais (2 bilboes de pessoas vivem sem agua potavel, 600 mil aldeias atnda nao tem eletricidade...). Por que se preocupar corn o que nao da Imedlato retorno financeiro?" Nota-se tambem que, em geral, os governos diminuiram os financiamento para as pesquisas de base. Quem orienta a ciencia e o mercado e suas preferencias. Existem ate denuncias contra pesquisadores e centros de pesquisas que, para sobreviverem na competiçao e obter dinbeiro e subvençoes, falseam resultados de pesquisas. Outro agravante é que a ciencia, pressionada por esse tipo de pesquisa comercial aumenta o distanciamento entres as areas de poder politico e economico. (Uniao Europeia - EUA -Japao) e os paises pobres. A Europa ja superou os EUA em numero de artigos publicados e em resultados: 35,9% contra 35,l%. Nas áreas pobres, a fuga de cientitas para paises que pagam melhor), crescente. Na ex-Russia, por exemplo, o salario de 750 mil cientistas e de 30 dolares por mes. Somando todos os investimentos no campo da ciencia, 90% beneficiariam prioritariamente os paises do primeiro mundo e 10%, os em desenvolvimento; enquanto a Africa, conforme denuncia da Unesco, e um verdadeiro deserto em pesquisas cientificas.Diante dessa begemoma, o professor Krishna, docente da Universidade Jawabarlal Nehru de Nova Deli, reclama aurgencia de "um novo contrato social com as pesquisas". Os 20 primeiros países em produção científica. Esta foi calculada em função das publicações e dos percentuais no total mundial, nos ano 1984/89 e 1990/95
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