Revista "MUNDO e MISSÃO"

Religião - Cristianismo

Cristianismo: Jesus ressuscitou!

Franco Cagnasso

Revisão e atualização: Massimo Casaro

O Filho de Deus se fez homem

Há dois mil anos os seguidores de Cristo levam o seu evangelho a todo o mundo, testemunhando o amor de Deus por todos.

Nas páginas seguintes queremos apresentar a religião que está nas nossas raízes, que alimentou nossa história, que impregna nossa cultura: o cristianismo. Mas faz sentido apresentar o cristianismo a leitores que são, provavelmente, todos cristãos, que frequentaram os cursos de catecismo? Não estamos arriscando de repetir coisas que todos já sabem?

Acreditamos que não. Acostumados a viver nele, a considerá-lo coisa de todos os dias, talvez nunca nos tenhamos questionado como a religião cristã é vista por quem a observa do lado de fora. Como um não-cristão julga nossa fé? O que o cristianismo tem em comum com as outras religiões e o que o difere delas? Se um não-cristão pedisse que falássemos daquilo em que cremos e que devemos viver, saberíamos lhe responder?

O cristianismo visto de fora

O cristianismo é uma religião entre as outras. Originou-se na Ásia onde se desenvolveram as principais religiões da humanidade : budismo, islamismo, confucionismo, hinduísmo; mais precisamente, surgiu na Palestina, na bacia do Mediterrâneo, como as religiões dos antigos gregos e romanos.

É antigo (quase dois mil anos de existência), mas não é a religião mais antiga: se o islamismo teve sua origem seis séculos depois, Buda nasceu seis séculos antes de Jesus e o judaísmo (da qual o cristianismo deriva) já tinha quase dois mil anos quando os primeiros cristãos começaram a levar o evangelho ao mundo.

O cristianismo apresenta-se também como uma religião nitidamente diferente das outras. Os cristãos estão convencidos que o próprio Deus quis se dar a conhecer, quis dar a saber que escolheu um dos inúmeros povos da terra (os judeus) para fazê-lo seu porta-voz, seguindo-o e amando-o de modo todo especial. Mas para dar-se a conhecer não se limitou a intervir na história desse povo e a fazer falar alguns de seus "enviados especiais" (os profetas), como crêem alguns judeus e muçulmanos; ele quis enviar seu Filho que se fez homem.

Deus veio à terra, andou pelos nossos caminhos, participou da nossa vida com suas alegrias e seus sofrimentos, aceitou ser condenado e morto cruelmente por um tribunal de homens, a fim de permanecer coerente, até o fim, com suas idéias e sua pregação. Assim, salvou toda a humanidade, reconciliando-a com Deus.

Mil rostos para um homem

Você já reparou quantas centenas de imagens de Jesus existem em nossas igrejas, nos livros de arte, nas capelinhas do nosso interior? E todas são diferentes porque nunca, de verdade, ninguém pintou o rosto de Jesus nem o descreveu.

Se você entrar numa igreja construída na época bizantina (séc. V-IX), verá magníficos mosaicos em que Jesus é representado numa posição rígida, austera, com os olhos muito grandes que incutem certo temor: os artistas bizantinos viam em Jesus sobretudo um Juiz que perscruta o coração dos homens, separando os bons dos maus.

Mas se entrar numa igreja construída em 1700 ou 1800, verá um Jesus com o rosto doce e triste, muitas vezes em atitude de oferecer aos homens o próprio coração. De fato, os artistas da época, viam Jesus sobretudo como o Deus que ama e perdoa, que está próximo de todos com a doçura de seu coração.

Quem tinha razão? Um e outro tinham razão. Realmente não se pode conceber que - com uma pintura ou escultura, ou mesmo com toda uma enciclopédia - se possa delinear de maneira completa a figura de Jesus que é o Filho de Deus. Nem os evangelhos têm a pretensão de dizer-nos tudo sobre ele.

Entretanto, ainda que de forma incompleta e pessoal, também nós devemos dar a nossa resposta ao amigo não-cristão que pergunta: "Quem é Jesus?"

Mas quem é Jesus?

Judeu, carpinteiro, pregador

Jesus era um judeu da tribo de Judá. Nascido em Belém, uma cidadezinha não distante da capital, Jerusalém, de um modo misterioso e miraculoso, por intervenção direta de Deus, há cerca de dois mil anos. Sua mãe, Maria, era casada com um carpinteiro chamado José.

Não sabemos quase nada da juventude de Jesus, a não ser que era um rapaz bom, obediente e muito inteligente, tanto que uma vez, quando tinha 12 anos, causou espanto num grupo de sábios e pessoas importantes, discutindo com eles no templo de Jerusalém.

Passou quase toda sua vida em Nazaré, numa região chamada Galiléia. Provavelmente, também era marceneiro e ajudava José em seu serviço.

Por volta dos 30 anos, porém, deixou a família e o trabalho e começou a pregar. Isso não era algo completamente excepcional naqueles tempos; além disso, seu primo, João, dito, "o batista" (aquele que batiza), também estava no mesmo caminho e tinha ao seu redor um pequeno grupo de discípulos (espécie de alunos que viviam com ele, aprendendo, discutindo, levando uma vida de penitência).

Logo, as pessoas perceberam que Jesus era um pregador diferente dos outros. Ele não se limitava a fazer como os especialistas da lei, que pegavam os livros sagrados e os liam, explicando e comentando para os discípulos; ao contrário, apresentava-se como alguém que sabe diretamente de Deus o que deve dizer e que tem o direito de explicar a lei e os livros sagrados e até mesmo de forma diferente da tradicional.

Ficou famosa uma de suas "parábolas", conhecida como a "parábola do bom samaritano" em que ele ensinava que, diante de um homem que passa necessidade, ninguém deve se esquivar, nem mesmo com a desculpa das obrigações religiosas: o amor pelo próximo vem em primeiro lugar. Em outra ocasião, num sábado (dia de repouso absoluto para os judeus), Jesus curou um paralítico que não saia da cama há anos. O fato despertou a raiva das autoridades religiosas judaicas, que não conseguiam entender porque o Mestre curava os doentes justamente no dia de repouso. Jesus fazia aquilo de propósito para que entedessem que seus discípulos também deviam, antes de tudo, preocupar-se com o bem dos outros.

O Reino de Deus e os pecadores

A pregação de Jesus era acompanhada por sinais prodigiosos que deixavam admirados todos que os presenciavam.

Não eram, contudo, milagres realizados pelo prazer de mostrar seu poder (pelo contrário, quando alguém lhe pedia com essa intenção, Jesus se recusava a fazer), mas para demonstrar que o Reino de Deus havia começado e que nele o mal podia ser destruído. Seus principais milagres eram, com efeito, curas de doenças (cegueira, paralisia, lepra, etc) ou para ensinar que a fé nele devia ser total e confiante. Assim, aconteceu que, certa vez, muitas pessoas - para escutá-lo - ficaram sem comida e Jesus multiplicou miraculosamente alguns poucos pães e peixes que um discípulo havia trazido, distribuindo-os entre todos.

Seu objetivo era pregar o amor a Deus e ao próximo, encorajando os pobres e os mais fracos, perdoando aos pecadores. Pelo resto, sempre demonstrou pouco interesse. Toda vez que via seus discípulos preocupados com honras e riquezas, aproveitava a ocasião para falar da humildade, dizendo que, para entrar no reino dos céus, é preciso ser como criança.

Jesus tinha uma atenção especial pelos pecadores: "Não vim para os justos, mas para os pecadores". Falava com eles, aceitava comer em sua casa e realmente não se importava com o que os outros diziam.

Às autoridades religiosas de Jerusalém também não agradava o fato de Jesus afirmar que tinha poder de perdoar aos pecadores em nome de Deus. Para provar-lhes isso, certa vez, quando lhe trouxeram um paralítico, antes de curá-lo, disse que lhe perdoava.

Amigos e inimigos de Jesus

Realmente, Jesus começou logo a reunir junto a si um pequeno grupo de pessoas que sempre o seguiam e viviam com ele: eram pessoas de origens social e cultural diferentes, mas, sobretudo, homens humildes, pescadores e artesãos.

Jesus não era daqueles que se deixavam intimidar: nas discussões, acabava sempre por confundir seus adversários que não sabiam o que responder.

Em certas ocasiões, também sabia decidir com firmeza. Um dia, vendo que o átrio do templo de Deus havia se transformando numa espécie de mercado em que pouco se pensava em Deus, mas muito no dinheiro, pegou várias cordas, com elas fez um chicote e expulsou todos os vendedores, jogando por terra suas mercadorias. Também não tinha medo de dizer a cada um aquilo que merecia, por exemplo, chamava de "raça de víboras" as pessoas que todos temiam por seu poder, mas que na verdade eram hipócritas e faziam jogo duplo. Chamava Herodes, rei da Judéia, de "raposa" e nunca quis encontrá-lo.

Jesus, portanto, era forte e decidido, mas, ao mesmo tempo, bom e misericordioso. Dizia que, para segui-lo, era preciso ter a coragem de deixar tudo (riquezas, afetos, seguranças...) e carregar a cruz dos próprios sofrimentos; acrescentava, porém, que seus discípulos encontrariam nele conforto nas dificuldades e fatigas da vida. Com seus amigos, às vezes, era severo, mas nunca deixava de demonstrar-lhes seu amor e por isso eles lhe queriam bem.

Jesus está vivo

A atividade de Jesus durou cerca de três anos. Pouco a pouco, o Mestre foi percebendo que as autoridades religiosas não podiam mais suportá-lo e procurava preparar seus discípulos para os momentos difíceis que viriam. De fato, ele sabia que o condenariam à morte, mas não quis deixar ou amolecer sua pregação.

O momento certo para seus inimigos veio quando um dos seus amigos mais queridos, Judas, decidiu de traí-lo e entregá-lo nas mãos dos soldados.

Jesus não perdeu a calma: reuniu seus discípulos pela última vez e, durante um jantar, prometeu que não os abandonaria nunca, nem mesmo depois da morte.

Pediu-lhes, pois, que fizessem memória dele, comendo juntos pão e vinho que seriam o verdadeiro e eficaz sinal de seu corpo e de seu sangue e de nossa união com ele.

Em seguida, recolheu-se no lugar onde sabia que seria preso e, como último sinal de amor, saudou Judas, que o traía, com um beijo.
Os soldados entregaram-no às autoridades religiosas que, obtendo a permissão das autoridades romanas de ocupação, o condenaram a um suplício cruel: a morte por crucificação.

Assim, Jesus aceitou livremente a condenação e o suplício, enquanto quase todos seus discípulos, apavorados, fugiam. Junto dele, até o último momento, ficaram apenas sua mãe, João o mais jovem dos discípulos, e algumas das mulheres que estiveram mais perto dele nos últimos anos.

Quando Jesus morreu, seus discípulos achavam que tudo tivesse acabado: sepultaram-no e colocaram uma pedra sobre o túmulo. Contudo, sua morte não marcava um fim, mas um início, porque, três dias após, as mulheres e alguns amigos que foram ao seu túmulo encontraram-no vazio. Depois, "ele se apresentou vivo, após sua paixão, com muitas provas, aparecendo a eles durante quarenta dias e falando do reino de Deus "(At 1,3).

Os dias seguintes aos acontecimentos da Páscoa foram dias de consolação, de confirmação, de ensinamento, de grande intimidade: os apóstolos achegaram-se a Jesus, escutaram-no e gozaram de sua presença. Talvez esperassem que ele pudesse ficar para sempre. Mas não era assim: os dias da "separação" aproximavam-se. Uma separação seguramente dolorosa para a fé deles, ainda tão frágil, mas necessária para que se tornassem "adultos", responsáveis por um anúncio que pedia decisão, fidelidade e coragem.

Nasce a Igreja

Depois da ascensão, os discípulos viveram momentos de grande espera. Esperavam o dom que o Senhor ressuscitado havia lhes anunciado antes de subir aos céus: o Espírito Consolador que prometera durante a última ceia. E o Consolador, o Espírito Santo, iria transformá-los, reunindo-os numa unidade profunda, iniciando com eles uma nova história.

Com a vinda do Espírito Santo, a comunidade dos discípulos, que viveram com Jesus durante sua vida pública atingiu sua maturidade, tornou-se Igreja, isto é, família dos filhos de Deus, testemunha e encarregada de distribuir as riquezas da redenção. E começou o anúncio da boa nova (o Evangelho), que Jesus Cristo morreu e ressuscitou para a salvação de todos os homens. Nascera uma nova esperança para o mundo!

A difusão do cristianismo

Uma das ordens mais claras e precisas que Jesus deu a seus discípulos foi a de ir por todo o mundo, levando o anúncio da salvação. Ele mesmo havia percorrido centenas de quilômetros a pé, visitando dezenas de aldeias, falando a milhares de pessoas. Mas sua obra não podia estender-se por todo o mundo: voluntariamente ficou limitada à Palestina. Contudo, os discípulos iriam por toda a parte.

Os primeiros séculos

Na verdade, os primeiros cristãos tiveram algumas dúvidas sobre esse ponto, porque sua educação judaica tornava-os desconfiados em relação aos pagãos. Mas Pedro resolveu a questão, batizando ele mesmo toda a família de um militar romano. Desde então, não faltaram mais cristãos que se preocupassem com o anúncio da mensagem de Jesus. São os missionários.

O missionário mais famoso é Paulo de Tarso. Também Paulo era um judeu nascido fora da Palestina. Durante muito tempo nutriu uma acirrada antipatia pelos cristãos, a ponto de persegui-los de todas as formas. Um dia, justamente quando se dirigia à cidade de Damasco para prender alguém, teve uma visão em que Jesus o convidava a colocar-se a seu serviço. Convertido, o novo cristão logo iniciou uma atividade incansável, realizando inúmeras viagens por todo o Mediterrâneo, provavelmente até a Espanha. Para anunciar o Evangelho, Paulo chegava às cidades pagãs da Grécia, da Ásia Menor e das ilhas e fixava-se num lugar até que conseguia formar uma primeira comunidade cristã, ainda que pequena; aí então, partia para ir pregar em outros lugares. Paulo atuava de acordo com o chefe dos apóstolos, Pedro, embora nem sempre tivessem as mesmas idéias.
Ambos morreram em Roma, condenados à morte pelo imperador Nero.

Jesus havia dito aos seus discípulos: "Perseguiram a mim, também perseguirão a vocês". E assim aconteceu. Logo começaram as dificuldades que se prolongaram até a ponto da emissão de um decreto pelo governo romano, ordenando a todos os cristãos que renunciassem à própria fé. Na verdade, os pagãos temiam que eles fossem rebeldes, ateus e praticantes de cruéis rituais mágicos.

Assim, os primeiros três séculos da história cristã estão marcados por numerosas perseguições que, porém, nunca conseguiram esmorecer a difusão do anúncio.

No total, parece que, por volta do ano 300, o número de cristãos chegava a 5 ou 6 milhões no Oriente e cerca de 2 milhões no Ocidente. Um século depois, havia 10-12 milhões no Oriente e 4-6 milhões no Ocidente. Enquanto isso, o imperador Constantino reconhecia o direito de os cristãos praticarem livremente sua religião. Isso facilitava muito o anúncio do Evangelho, mas, com o passar do tempo representou um grande risco: se, por um lado, os cristãos, pouco a pouco, foram se tornando numerosos, de outro, muitos pagãos convertiam-se não por convicção, mas por conveniência ou até interesses políticos. Tal fato causou graves danos ao cristianismo que, na realidade, não se deve ligar aos interesses terrenos, porque o reino de Deus não é desta terra.

Encontros e desencontros: os bárbaros ...

O império romano já começava a desagregar-se sob os duros e contínuos golpes das populações provenientes do norte da Europa (os assim chamados "bárbaros"). Entre eles, os primeiros a aceitarem - em massa - o cristianismo foram os francos, ainda que não seja correto dizer que, desde o princípio, tivessem compreendido bem a mensagem de Jesus: às vezes, para obrigar os mais resistentes a serem batizados, as autoridades recorriam à força...

Também os povos da Irlanda e da Inglaterra logo se aproximaram do cristianismo: no ano 401, Patrício, um jovem britânico, desembarcava na costa irlandesa, escravo dos piratas. Em poucos anos, ele se tornaria o apóstolo da ilha que seria conhecida, pelos séculos e até hoje, por seus florescentes mosteiros e por seu espírito missionário. Realmente, dois séculos depois, vastas regiões da Europa continental foram percorridas por monges irlandeses que pregavam um renascimento do cristianismo e difundiam o ideal monástico. Na Inglaterra, o principal pregador da mensagem de Jesus foi o romano Agostinho, enviado junto com outros monges pelo papa Gregório Magno, em 596, para evangelizar aquela região.

... e o islã

Mas, a partir do século VII, o cristianismo não era mais o único que difundia uma religião que pregava um só Deus: Maomé, o fundador do islamismo, morreu em 632 e, em poucos anos, seus sucessores divulgaram sua mensagem em toda a Arábia e pela costa Mediterrânea.

O islã exerce uma forte atração sobre os pagãos politeístas; além disso, sua difusão é facilitada por uma série de espetaculares vitórias militares dos árabes, que despertaram temor em todos os mais poderosos reinos europeus. Desse modo, o cristianismo recua: muitas comunidades cristãs do norte da África são submetidas e desaparecem, na Ásia Menor as lutas se multiplicam e muitos cristãos passam para o islamismo.

Assim, enquanto o império do Oriente decai e passa para o domínio estrangeiro, o exército dos francos detém o avanço árabe nos Pirineus. Por muito tempo, a Espanha e a Sicília ficaram nas mãos dos muçulmanos.

Esses fatos contribuem para criar uma inimizade profunda e duradoura entre cristãos e muçulmanos e também os seguidores de Jesus, muitas vezes, se esquecem que o anúncio cristão deve ser levado com a força do amor e da verdade e não com a guerra.

Pela Europa

Mas se na África e no Oriente há graves dificuldades, não faltam missionários em outros lugares. Particularmente interessante é, por exemplo, o trabalho de dois irmãos, Cirilo e Metódio, (séc. IX) que evangelizaram muitos locais da Europa oriental. O papa João Paulo II, em 1985, dedicou-lhes uma encíclica (carta dirigida a todos cristãos do mundo) em que evidencia a grande importância que os dois irmãos tiveram na história cristã, cultural e política de toda a Europa. Caracteriza a ação de ambos um bom conhecimento da língua eslava e a preparação de uma liturgia adequada às populações locais, com a tradução dos textos.

Da Europa para a Ásia e as Américas

Os séculos seguintes vêem um lento progresso do cristianismo no norte e no leste da Europa e surgem dificuldades com os muçulmanos, a ponto de os cristãos decidirem realizar as "cruzadas", expedições militares que arrebanhavam homens de todas as nações católicas, que, contudo, tiveram pouco sucesso.

O século XIII caracteriza-se por algumas corajosas expedições missionárias na Ásia. Um franciscano italiano, Giovanni da Pian del Carpine, vai até às poderosas e temidas terras dos mongóis, para levar uma carta de paz do papa e obtém a liberdade de culto para os cristãos.

Após algumas expedições de franciscanos e dominicanos em várias regiões da Ásia, o papa Nicolau IV organiza outra, confiando-a a Giovanni da Montecorvino que vai as regiões mais extremas da China e da Mongólia. Outro franciscano, Odorico da Pordenone, vai ajudá-lo em Pequim, desenvolvendo mais de 33 anos de peregrinação missionária na Ásia.

No final do século XIV, a Europa é quase totalmente cristã, enquanto ainda são poucos os progressos na África e crescentes as dificuldades de sobrevivência das comunidades asiáticas.

Sucessos e fracassos

O século XVI marca um grande progresso na difusão do cristianismo, mas, nem sempre, os métodos são evangélicos.

Espanhóis e portugueses exterminam populações inteiras da América Latina, destruindo civilizações e escravizando os que conseguem capturar.

Na maioria das vezes, disfarçam sua sede de poder e de ouro, afirmando querer levar o cristianismo aos "infiéis". O batismo é dado com superficialidade e negligência, sem a preocupação de deixar uma verdadeira liberdade de escolha. O mesmo acontece com os escravos provenientes da África.

No século XVII, jesuítas, dominicanos e franciscanos atuam em muitas regiões asiáticas, segundo o exemplo de Francisco Xavier que, um século antes, trabalhara especialmente na Índia e no Japão. Nas Filipinas, desembarcam os dominicanos; na Índia os jesuítas experimentam, entre mil dificuldades, novos métodos para adaptar a mensagem cristã à mentalidade, aos usos e à filosofia indiana; outro jesuíta, Antonio de Andrade, em 1624 chega aos confim do Tibete, onde fica por seis anos. Entre não poucas dificuldades, os missionários na China progridem ...

Na América do Sul, os missionários se opõem, com frequência e decididamente, aos métodos desumanos usados pelos dominadores europeus em relação às populações locais. Os jesuítas iniciam uma forma realmente original e inovadora de atividade social e missionária: os governos permitem que eles fundem uma espécie de "estados", chamados reducciones (reduções), em que podem se organizar - como querem - com as populações locais. A primeira dessas reducciones surge em 1610 e, cento e cinqüenta anos depois, já existem 33, distribuídas num vasto território, com um total de 300 mil índios. A vida dessas comunidades é organizada de forma muito democrática, para aqueles tempos: elege-se um presidente da república, a propriedade dos bens é comum, a jornada de trabalho é de seis horas e a semana, de cinco dias. Essas extraordinárias comunidades vivem em contínuas dificuldades, enfrentando a oposição daqueles que queriam aproveitar dos índios, em vez de ajudar. Infelizmente, tudo foi destruído com a expulsão dos jesuítas em 1768.

No século XVIII, missionários de várias ordens religiosas percorrem a América do Norte e do Sul, a Ásia, a África e a Oceania, realizando, muitas vezes, verdadeiros prodígios de adaptação e coragem.

A hora da África

Há uma decidida renovação das missões no século XIX. Governos como os da Inglaterra, França, Alemanha e Holanda assumem uma postura de neutralidade ou de benevolência em relação aos missionários que, entre 1850 e 1940, conseguem caminho aberto em quase toda a África, Índia e Indochina. Nascem em várias nações institutos que têm como único objetivo o envio de pessoas às terras de missão; um desses é o P.I.M.E..

Os exploradores europeus se aventuram pelo interior do continente africano; alguns, como o famosíssimo Livingstone, são como missionários, outros abrem o caminho aos missionários que vão às populações ainda desconhecidas.

As relações com os muçulmanos finalmente mudam e os cristãos tentam - junto a eles, mas com pouco sucesso - a apresentação pacífica do anúncio cristão.

Entretanto, grandes foram os progressos missionários entre as populações animistas da África "negra": de leste a oeste do continente, formam-se promissoras comunidades cristãs.

Evidentemente, tudo isso vai acontecendo com muitas dificuldades e, por vezes, em meio a perigos decorrentes do clima e da hostilidade das pessoas. As jovens Igrejas, assim como os cristãos dos primeiros séculos, enfrentam perseguições e contam seus primeiros mártires: assim ocorre em Uganda, na China, na Coréia, etc.

Os progressos realizados pelo cristianismo orientam a geografia religiosa de um novo modo: no século XX, pode-se dizer que as religiões animistas vão desaparecendo rapidamente, porém o cristianismo raramente consegue penetrar nas outras grandes religiões. São raras as conversões entre as populações islâmicas, budista, hindu e xintoísta; as grandes religiões estão, diretamente, uma diante da outra e devem procurar um modo de conviver em paz, sem deslizar na hostilidade recíproca, mas sem renunciar a sua identidade.

Igreja Ortodoxa

Sergio Bradanini

Hoje em dia é comum afirmar que as divisões entre os cristãos remontam à época da Igreja dos Apóstolos, mas isso não corresponde à verdade, pois é suficiente uma leitura simples e superficial dos textos do Novo Testamento, para constatar o fato de que estes mesmos textos são frutos de uma experiência pluralista e diversificada do cristianismo primitivo.

Prova disso são os vários modelos de Igreja que o Novo Testamento apresenta como expressão da mesma experiência de fé, a partir da pessoa de Jesus Cristo morto e ressuscitado. Podemos lembrar sumariamente os 3 modelos mais significativos diferentes entre si por motivos ambientais, sociais e culturais.

1.º A Igreja de Jerusalém está profundamente enraizada no ambiente judaico com sua cultura e suas tradições religiosas e litúrgicas. Temos aqui essencialmente cristãos provenientes do Judaismo que, a partir da novidade de Jesus Cristo, vivem sua fé sem deixar de ser judeus.

2.º A Igreja de Antioquia apresenta pela primeira vez uma experiência de comunidade mista:
cristãos
provenientes do judaismo e cristãos provenientes do paganismo expressam juntos a própria fé. A convivência evidentemente não é fácil, mas a comunidade permanece unida apesar de muitas e graves tensões. A superação dessas tensões e conflitos internos, fez com que esta Igreja se abrisse às missões do mundo grego. Com efeito, é da comunidade de Antioquia que iniciam as viagens missionárias de Paulo.

3.º A Igreja de Corinto é composta de cristãos provenientes do paganismo. Trata-se de uma das mais exuberantes comunidades que o NT apresenta, com todos os problemas, tensões, e novas perspectivas de evangelização no coração do mundo grego.

As divisões propriamente ditas, começam a surgir a partir do final do I século em diante, a partir de interpretações diferentes de doutrinas e de tradições cristãs: basta pensar no "docetismo" (doutrina que afirmava ser o corpo de Jesus Cristo apenas aparente, mas não real) ou no "monofisismo" (doutrina que ensinava que em Cristo a natureza divina absorve a natureza humana, de modo que em Jesus Cristo só permanece uma natureza, a divina) ou ainda mo "arianismo" (doutrina que afirmava que Jesus não era Deus).

No entanto é nos séculos XI e XVI que acontecem as duas divisões mais graves da Igreja: no primeiro caso temos a separação da Igreja Oriental-Grega com sede em Constantinopla, da Igreja Ocidental-Latina com sede em Roma; no segundo temos a ruptura, no mundo cristão ocidental, entre a Igreja Católica e a Igreja da Reforma (Protestante). Nasceram assim respectivamente a Igreja Ortodoxa e as Igrejas Protestantes.

Origens da Igreja Ortodoxa

É preciso lembrar que o cristianismo se expressou antes de tudo em língua grega (todos os textos do NT foram escritos em grego), mas a partir do II século, por motivos de circunstâncias geopolíticas da época, tornou-se necessária a língua latina. Esta era a língua oficial utilizada para evangelizar as províncias ocidentais do império romano, e a própria Roma, onde o Apóstolo Pedro sofreu o martírio, provavelmente em 67 d.C. (a data historicamente falando permanece indefinida, a única certeza da morte de Pedro é que aconteceu durante a perseguição de Nero, entre 64 e 68 da nossa era). Por isso, aos poucos, nasceram e se estabeleceram várias diferenças entre os 2 principais ramos do cristianismo dos primeiros séculos, que estendiam sua influência nas 2 regiões do mundo com suas tradições bem distintas: o Ocidente Latino centralizado no modelo do império romano, e o Oriente Grego, mais diferenciado, permanecendo ligado às tradições colegiais da Igreja Primitiva.

A Igreja Ocidental, onde o latim era a língua oficial, conseguia manter-se de pé, diante de poderes políticos antagonistas que surgiam em toda a parte.

Aos poucos ela se tornou o único elemento comum de um mosaico de Estados, cujas fronteiras permaneciam flutuantes, e o seu chefe, o Bispo de Roma, que nos Concílios tinha o título de Patriarca do Ocidente, tornou-se um personagem político essencial. No primeiro milênio, o primado de Pedro, isto é do Bispo de Roma, não teve muitas ocasiões de ser posto em prática, pois o que prevalecia era a colegialidade entre os bispos, ao passo que no segundo milênio a tendência inverteu-se.

As Igrejas do Mediterrâneo oriental ( Grécia, atual Turquia, Síria, Palestina, Egito) eram agrupadas em quatro patriarcados: Constantinopla, Antioquia, Jerusalem e Alexandria. Cada patriarcado compreendia várias dioceses, mas o patriarca só tinha primazia de honra em relação aos demais bispos.

Durante muito tempo, essas Igrejas orientais tiveram dificuldades com as ocidentais a respeito da disciplina, da liturgia e até de como explicar algumas das verdades ensinadas por Jesus. Além disso, o Patriarca de Constantinopla não queria aceitar a autoridade do bispo de Roma e achava que todos os bispos tinham a mesma autoridade em suas Igrejas.

Essas divergências tornaram-se mais evidentes quando o Papa Leão III consagrou imperador do Ocidente a Carlos Magno (800 d.C): finalmente os Gregos e os Latinos tinham cada um seu imperador, e as respectivas Igrejas se enraizavam num quadro político diferente. A ruptura era inevitável, mas demorou bastante tempo para acontecer.

A primeira crise aconteceu (em 853) quando a Igreja dos Francos, que surgiu sobre as ruínas do império romano do Ocidente, graças ao gênio de Carlos Magno, decidiu adotar uma versão do "Credo" em que um arcebispo espanhol do VII séc., Isidoro de Sevilha, tinha acrescentado uma palavra. Com efeito o artigo do "Credo" no que diz respeito ao Espírito Santo, redigido em Nicéia em 325, assim rezava: "Creio no Espírito Santo que é Senhor e dá a vida, ele procede do Pai" Isidoro de Sevilha acrescentou "e do Filho" (em latim "Filioque"). A iniciativa foi considerada herética da parte de Fócio, uma das figuras mais representativas da Igreja bizantina, que alguns anos mais tarde seria nomeado Patriarca de Constantinopla.

A segunda crise aconteceu quando Inácio, Patriarca de Constantinopla, foi deposto por intrigas de palácio e em seu lugar foi nomeado pelo governo imperial, um homem de vasta cultura: Fócio. Inácio recorreu ao Papa Nicolau (858-867) o qual declarou inválida a nomeação de Fócio. Este por sua vez convocou um Sínodo e declarou deposto o Papa (867), mostrando com isso que não reconhecia o Papa como suprema autoridade da Igreja. Entretanto no mesmo ano mudou o governo, o novo imperador, Basílio I reconduziu Inácio à Sede Patriarcal e fez as pazes com Roma. Na ocasião foi feito o Concílio de Constantinopla, o oitavo "ecumênico", (869-870) que condenou Fócio e confirmou Inácio. Após a morte de Inácio (877), Fócio foi nomeado Patriarca pelo mesmo imperador que antes o tinha deposto. Fócio convocou logo um Concílio, rejeitando o de 869, negando assim todo tipo de jurisdição do Papa a respeito da Igreja do Oriente.

A separação das duas Igrejas se tornou definitiva quando em 1053 o Patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário, começou a hostilizar os latinos que estavam em Constantinopla, mandando fechar todas as igrejas e mosteiros. O Papa Leão IX mandou como seus representantes para resolverem o problema, o bispo Humberto da Silva Cândida, e o abade de Montecassino Estêvão de Lorena. O imperador os recebeu amigavelmente, mas o Patriarca os excluiu de sua comunhão. No dia 16 de julho de 1054, foi selada a separação definitiva mediante um ato de excomunhão recíproca.

A reaproximação entre Católicos e Ortodoxos aconteceu recentemente durante o Concílio Vat. II (1962-1965): com efeito, no dia 7 de dezembro de 1965, durante a cerimônia de encerramento, o Papa Paulo IV e o Patriarca Atenágoras levantaram a excomunhão recíproca de 1054.

Em resumo, podemos dizer que a diferença entre católicos e ortodoxos gira em torno da questão da autoridade do Bispo de Roma. Fora isso, a nível de doutrina cristã e a nível de organização há quase total reconhecimento e recíproca aceitação, evidentemente dentro das respectivas culturas e tradições.

A Igreja ortodoxa caracteriza-se pela comunhão de igrejas locais, independentes (= autocéfalas). Sua comunhão é determinada: pela única fé formulada pela Igreja nos primeiros 7 Concílios Ecumênicos; pela celebração da mesma liturgia, e enfim pela mesma estrutura, isto é o sistema sinodal. Entre todas as Igrejas locais, o Patriarcado de Constantinopla tem um 'primato' de honra.

A revolução de Jesus

Eis algumas das idéias mais "revolucionárias" de Jesus:

· Os pobres, os perseguidos, os que choram, os que têm "fome e sede" de justiça são bem-aventurados, pois verão a Deus e possuirão o Reino dos céus. Doutro lado, os ricos, os poderosos, as pessoas felizes devem prestar muita atenção, pois já receberam sua parte de bens.

· A oração deve ser insistente e confiante, mas não tem valor pelo número de palavras que são ditas nem pelo que se pede, visto que Deus conhece já tudo antes que lho peçamos. O importante é buscar a vontade de Deus e traduzi-la na prática.

· Deus alegra-se mais por um pecador que se arrepende e volta a Ele, do que por 99 justos que não precisam de arrependimento e que sempre foram bons.

· Quem acha a sua vida, perde-la-á; quem, pelo contrário, perdê-la, por causa d'Ele, acha-la-á.

· Deus dará a seus fiéis uma recompensa, mas para fazer isso não vai levar em consideração os méritos de cada um, calculados de acordo com a justiça humana, mas dará a cada um o que ele quiser e, no fim, nós veremos que os últimos serão os primeiros e os primeiros os últimos.

· Deus julgará os homens pelo modo de como eles se amaram e ajudaram aqui na terra, pois o amor de deus e o amor dos homens devem andar juntos.

· Quem é chefe deve servir a seus "súditos".

· Quem quer seguir a Jesus deve ser pobre, desprendido da família, disposto a sofrer e a ser perseguido e não deve buscar os seus próprios interesses.

Um livro para os cristãos

O cristianismo também tem seu livro sagrado, a Bíblia.

A Bíblia cristã divide-se em "Antigo Testamento"e "Novo Testamento": o primeiro é o conjunto de livros escritos pelos judeus antes de Cristo , e, em seguida, aceitos também pelos cristãos; o segundo, compreende os textos escritos pelos Apóstolos ou seus discípulos.

O "Novo Testamento" reúne 27 livros, todos escritos durante o primeiro século depois de Cristo e divididos como segue:

  • os quatro evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João;
  • o livro dos Atos dos apóstolos, escrito por Lucas; as cartas de Paulo, divididas em vários grupos: as principais, assim chamadas pela sua grande importância (uma carta aos Romanos, duas aos Coríntios, uma aos Gálatas); um segundo grupo, formado pelas cartas do cativeiro, nas quais se fala da prisão de Paulo (uma carta aos Efésios, outra aos Filipenses, outra aos Colossenses); um terceiro grupo formado pelas duas cartas aos Tessalonicenses, que são as mais antigas; um quarto grupo formado pelas cartas pastorais, já não endereçadas, como as precedentes, a uma comunidade, mas a uma pessoa determinada:
    duas cartas a Timóteo, uma a Tito e, por último, a breve carta a Filemon;
  • a carta aos Hebreus, escrita, talvez, por um discípulo de Paulo;
  • as cartas "católicas": uma de Tiago, duas que são atribuídas a Pedro, três de João e uma que tem o nome de Judas, o "irmão de Tiago";
  • o livro do Apocalipse de João que encerra a série dos escritos que formam o "Novo Testamento"

Testemunho de um convertido

Antes de se converter ao cristianismo e se tornar missionário, John Subramaniya era um brâmane, isto é, pertencia a mais alta e privilegiada das castas da Índia.

"Perguntei-me muitas vezes por que Deus me doou a conversão, a salvação e a fé em Cristo, por que justamente eu recebi o dom de acreditar nele?

A descoberta do amor de Deus que se manifesta no dom de Cristo tornou-se para mim um motivo de alegria, porque eu sei que sou amado pessoalmente, e um estímulo contínio à ação. Jesus amou o mundo, veio morar nele e enviou suas testemunhas. A morte de Cristo é um motivo de confiança.

Converter-se significa deixar o mundo, separar-se dele para identificar-se com Cristo e voltar com uma atitude nova, como apóstolos. Deus não convida ao isolamento, e sim ao serviço e ao anúncio.

As mesmas coisas que antes de minha conversão não me interessavam ou pareciam-me absurdas, agora, depois de ter intuído o mistério da cruz de Jesus, eu sentia que deveria dizê-las a todos, anunciá-las sem nunca parar.
Especialmente sentia como um dever premente anunciar a meus irmãos como é simples e belo aceitar a morte de Jesus como um acontecimento que nos salva. O mundo indiano, com efeito, é muito complexo em suas crenças e práticas religiosas, as práticas de piedade e os ritos são variados e complicados. Frequentemente as pessoas mais religiosas recorrem a diferentes mestres de espírito para receber conselhos e procurar a salvação.

Eu conhecia que esse caminho era um só e muito simples: não se tratava de fazer outra coisa a não ser enxertar na busca e na espiritualidade indiana o único Salvador, fazendo com que Ele fosse o Guia, o Mestre, o Ponto de chegada de toda a nossa vida".

Pe. John Subramaniya missionário do P.I.M.E. na Índia

Para sua reflexão

1.º Não basta que eu conheça Jesus Cristo para que possa dizer que sou cristão. Jesus Cristo deve influenciar e dar um sentido profundo a minha vida. Portanto, tente responder a esta pergunta: "Quem é Jesus Cristo para mim?"

2.º Qual foi o verdadeiro motivo que levou os chefes dos judeus a prender Jesus e a condená-lo à morte?

3.º Como se explica a rápida difusão do cristianismo nos primeiros séculos depois da morte de Cristo e por que esse crescimento parece ter parado agora?

4.º Os ortodoxos são cristãos, mas não são católicos. Por que e o que isso significa?

Visite as outras páginas

[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]

Voltar