Revista "MUNDO e MISSÃO"
Religiões Gerais
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Atalhos para a salvação Ernesto Arosio O termo "salvação", embora ande um pouco em baixa na vida cotidiana do homem moderno, permanece arraigado no espírito humano. A preocupação com a salvação pode provocar sentimentos negativos, como medo e ansiedade pelo futuro, especialmente após a morte ou trazer sentimentos de segurança, paz e comunhão com as realidades espirituais. A salvação ou tipo de salvação em que se
acredita influencia a existência terrena, moldando-a e criando maneiras
diferentes de viver o presente. Islã: salvação espiritual e social O islamismo, embora tenha a mesma inspiração do cristianismo, porque nascido num ambiente influenciado pelo judaísmo e pelo cristianismo (662 d.C.), tem uma interpretação própria da salvação e da religião. Esta se apresenta como uma religião que persegue o sucesso e a prosperidade aqui na terra e a felicidade futura após a morte; uma felicidade que é expressa em termos muito concretos com descrição de imagens semelhantes ao sucesso material que se tem aqui na terra. A sura 56 descreve o paraíso como um oásis sem limites onde os crentes repousarão sobre leitos ornados de ouro e pedras preciosas, um em frente ao outro, rodeados de adolescentes eternamente jovens com cálices de bebidas refrescantes e límpidas, frutas seletas e carnes escolhidas. Estarão presentes também as huri (literalmente, "as brancas") de grandes olhos semelhantes a pérolas, como recompensa por todo o bem que tiverem feito durante a vida. Essa descrição repete-se outras vezes no Alcorão. Os que não creram serão condenados ao inferno, cuja parte mais profunda, a geena, está reservada aos que não se converteram ao islã ou o abandonaram para seguir outras religiões. Salvação e vida terrena Para o muçulmano, o sucesso na vida terrena é sinal da
benevolência de Alá, por isso a riqueza, a prosperidade,
a numerosa e longa descendência são bênçãos
de Deus e premissa da felicidade na outra vida: portanto, é lícita
a sua busca. Salvação e pecado O crente muçulmano, porém, está sujeito aos pecados
e a doutrina islâmica enumera vários, entre os quais, uns
tão graves que nem Alá pode perdoá-los (a idolatria
e o suicídio) e outros menos graves: a apostasia, a blasfêmia
contra Maomé, o homicídio, o adultério, as faltas
contra a natureza, contra os pais, a magia negra, a calúnia e a
prática da usura. Esses pecados permanecem manchando a pessoa até
que o pecador não se tenha arrependido e mudado seu comportamento. A salvação no xintoísmo O xintoísmo é a religião da natureza e, portanto,
não tem respostas claras às tradicionais perguntas sobre
quem é homem, qual o sentido da existência e a vida depois
da morte. Não há nenhuma norma moral ou ética: o
homem é parte dessa natureza, que é divina, e as pessoas,
mais que os animais, devem saber pela sua natureza o que é o melhor
a ser feito em cada momento. A vida e tudo o que a torna mais bela é
considerada positivamente, enquanto a morte e tudo o que a ela conduz
(doença, infelicidade, pecado, falta de sorte) é considerado
negativo e deve ser evitado. Nenhum sentimento de culpa, mas, de vez em
quando, uma purificação ajuda as pessoas a viver em maior
sintonia com a natureza. Essas cerimônias purificatórias
são feitas em lugares considerados sagrados como o monte Fuji,
os templos e as praias e em datas especiais, como o dia da luz, no início
do ano. A felicidade do paraíso Sura 44 (40-59) "Os tementes a Deus (após o julgamento) estarão em lugar seguro - entre jardins e fontes - vestidos de seda e brocado, face a face. Assim será. Receberão como esposas jovens de grandes olhos pretos; pedirão todo tipo de fruta que gozarão na segurança. Aí não encontrarão mais a morte salvo a Primeira Morte e Alá os preservará das penas do fogo do inferno - pela graça do Senhor. Este é o sucesso supremo (...)". |
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