Revista "MUNDO e MISSÃO"

Religiões Gerais

Liberdade
Religiosa

da redação

seção italiana da organização católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) publicou o Relatório 2004 sobre a liberdade religiosa no mundo. É a sexta edição de um livro que, anualmente, relata violações ao direito e à liberdade religiosa no mundo todo. Perseguições físicas ou psicológicas, acusações e injustiças ou embaraços legais foram analisados por especialistas em assuntos religiosos, agências internacionais e organizações de defesa dos direitos humanos.

Eis algumas conclusões:

• América

– Estados Unidos: Mais de mil incidentes de violência anti-islâmica, principalmente no Arizona, Nova Iorque, Nova Jersey e Califórnia, além das ameaças anti-semitas e contra católicos, através da Ku Klux Klan.
– Cuba: a Igreja é banida da vida pública e sua voz silenciada.
– Venezuela: são freqüentes os assaltos contra Igrejas e residências de sacerdotes com o objetivo de espalhar o pânico.

• Europa

– Suécia: os católicos se encontram em um nível jurídico inferior em relação aos protestantes, embora com menos problemas.
– França: proíbe o uso “ostensivo” de símbolos religiosos nas escolas públicas.
– Itália: posição hostil da Liga Norte sobre liberdade religiosa.

• África

– República dos Camarões, Costa do Marfim, Eritréia, Etiópia, Libéria, Ruanda, Quênia, entre outros países, promovem “abusos” contra grupos e estruturas religiosas, consideradas extensões da colonização européia.

• Ásia

É a sementeira de martírio onde as perseguições são terríveis, principalmente contra os cristãos, seu alvo preferido.

– China: as comunidades subterrâneas estão entre as mais atingidas, porque não aceitam ser enquadradas na Igreja chinesa oficial. Bispos, sacerdotes e outros religiosos ainda amargam seus dias, meses e anos entre as paredes de calabouços escuros e imundos.
– Coréia do Norte: têm-se poucas informações, porque “a situação dos grupos religiosos está envolvida em mistério, dado que o país é completamente impenetrável e continua isolado do resto do mundo”. As poucas notícias que escapam, dão conta de brutais perseguições e de rigoroso controle estatal. Desde que se instaurou o regime comunista, na década de 50, cerca de 300 mil cristãos desapareceram, além de todos os sacerdotes e freiras.
– Laos: o governo decretou expressamente a eliminação do cristianismo, acusado de “violar os costumes nacionais, além de ser uma religião estrangeira imperialista”.
– Índia: até recentemente o país se achava nas mãos do Bharatiya Janata Party (BJP), partido fundamentalista hindu que persegue islamitas e cristãos. O BJP perdeu o poder, em 2004, para o Congress Party, filho das aspirações pacifistas de Nehru e Gandhi. No entanto, islamitas e cristãos continuam a sofrer ataques dos radicais do BJP, “que atropelam constantemente os direitos das minorias étnicas e religiosas e lhes retira os direitos constitucionais, além de ameaçar sua existência”.
– Arábia Saudita (além de alguns outros países islâmicos): a polícia religiosa continua a ser acusada de praticar “abusos contra cidadãos sauditas e estrangeiros, por não respeitarem as normas islâmicas sobre o vestuário ou os horários das orações”.
– Camboja: a ascensão do nacionalismo – ligado ao budismo (religião do Estado) – leva a perseguir cristãos, principalmente nos campos.
– Sri Lanka: monges budistas acusam cristãos de minar a identidade religiosa e cultural das nações.
– Butão: o culto público e a evangelização são considerados ilegais desde 2000.

Visite as outras páginas

[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]

Voltar