Revista "MUNDO e MISSÃO"

Santos do dia

São Martinho

Ele, abede de Saintes, segundo o que se diz discípulo do nosso Martinho, repousa em paz num subúrbio daquela terra, num mosteiro que ele mesmo erigiu, consoante os ensinamentos do mestre. Um dos habitantes foi à sua tumba, de mãos paralizadas, e ficou são.

Um outro, cujos músculos foram consumidos pela febre, de joelhos entrevados, que o impediam de caminhar, foi deitado sobre a sepultura:

- uma força nova o animou e o desânimo o abandonou ficou curado, ali se deixou ficar, a servir no lugar por longos anos. (apud Pe. Rohrbacher, Vol. XXI, 108) Viveu no século VI provavelmente.

PRECE

Da vida em plenitude

Deus, nosso Pai, o nosso coração anseia por vós e vos busca sem cessar no mais profundo de nosso espírito, de nossa consciência, templo em que habitais.

A sede, a fome que sentimos, a dança dos desejos, na corda-bamba de nossos nervos, o nosso coração que se prepara para uma festa que nos chega como promessa sempre adiada e nossos corpos como barcos à deriva caçando portos, um lugar seguro onde arrear âncoras, e do balanço do mar se aquietar, nós, grávidos de tudo e grávidos de nada...

Somos a mais viva das criaturas, a pupila que guarda o universo, e porque somos criaturas humanas, porque desejamos e somos desejados, somos a ferida aberta, a chaga exposta, a dor jamais curada...

Sentimos os nossos corpos na sua vibração máxima, na fadiga de quem se debate e na água já é náufrago, continuamos a desejar ardentemente a vida em plenitude,
e repudiamos tudo o que é parte da morte...

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