Revista "MUNDO e MISSÃO"
Testemunhos da Vida Missionária
da redação BURUNDI: ASSASSINATO DO NÚNCIO APOSTÓLICO DO VATICANO “Não foi um acidente, mas um assassinato”, disse o presidente, acrescentando que será aberta uma investigação para determinar os responsáveis, fato difícil no caos em que vive o país. O Burundi está imerso na violência devido ao ódio étnico, desde 1993, quando rebeldes de origem hutu pegaram em armas, depois que militares tutsis assassinaram o presidente de então, o hutu Melchior Ndadaye. Seguiu-se uma matança indiscriminada, em que o fato de pertencer a uma das etnias era morte certa nas mãos dos adversários. Fala-se de alguns milhões de mortes entre as duas etnias, visto que, desde 1962, quando o país se tornou independente, os massacres se sucedem indiscriminadamente. Embora tenham sido assinados acordos de paz, entre as duas etnias, o grupo rebelde, que se autodenomina Forças de Libertação Nacional, continua a lutar contra o governo tutsi. MARTIROLÓGIO MISSIONÁRIO Dom Michael Aidan Courtney foi a última vítima do ano 2003, que somou 29 assassinatos de bispos, padres, religiosos/as, leigos/as e seminaristas, vítimas de ódio religioso ou de latrocínio. A morte de missionários é o preço que a Igreja paga para testemunhar a sua presença de paz, onde mais fervem os ódios religiosos, tribais e injustiças políticas. Quem trabalha pela paz, seja missionário ou leigo, às vezes, se torna o primeiro alvo a ser eliminado, porque incomoda os beligerantes. Faz parte da missão, porque o missionário não pode se acovardar diante desses fatos e deve levar seus esforços de paz a qualquer nível, desde o diplomático até sua presença pessoal no meio dos conflitos. Não são agentes enviados por potências estrangeiras a outros países, para conseguir hegemonia e interesses econômicos, mas pessoas que acreditam na paz, até quando a realidade extrema sugere o contrário. São fiéis testemunhas do Evangelho que prega a paz, a justiça e a caridade e o testemunham com sua presença física e de amor. Às vezes, ouve-se alguém perguntar por que morrem tantos missionários e missionárias. É porque eles estão onde é necessário um testemunho de amor, onde este já não existe. Por isso, o martírio não é estranho à missão. Em 2003, 29 missionários foram mortos: 1 arcebispo, 20 sacerdotes, 1 religioso, 3 seminaristas, 2 voluntárias leigas e 2 leigos. Fonte: Agência de Notícias Fides PAÍSES DE ORIGEM DOS MÁRTIRES
PAÍSES ONDE FORAM MORTOS
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