Revista "MUNDO e MISSÃO"
Testemunhos da Vida Missionária
|
da Redação
Características da espiritualidade missionária: A paixão pelo Cristo Vivo e pelo Reino A paixão pelo Cristo missionário é o eixo motivador da própria espiritualidade. Qualquer experiência de Jesus que não passa através da solidariedade com os abandonados, faz da experiência religiosa uma aventura romântica e intimista, mas não atinge o núcleo da experiência religiosa cristã. O sentido do envio e da saída O sentido do “sair da própria terra” significa a radicalidade de pertencer somente a Deus e ao seu projeto. Quem conduz a missão é Deus. É Ele que toma conta completamente da vida dos missionários e das missionárias, para conduzi-los aonde Ele quer e segundo a maneira que Ele quer. Sem saída, não há missão. É preciso sair, mais do que tudo, da própria vida. Quem retiver a própria vida vai perdê-la, mas quem a oferecer, irá ganhá-la para sempre. “Andar contra a corrente” Missão é encontro das pessoas no caminho e não na segurança de uma casa. O missionário, nas trilhas de Jesus, rompe qualquer tipo de fronteira e passa todas as fronteiras, sobretudo institucionais. Não veste a roupa do já sabido e do já conhecido. Há um impulso que empurra os missionários a nunca se adaptarem a nenhum lugar e a nenhuma situação. Eles subvertem o estabelecido e qualquer casa lhes é estreita e limitada. Pessoas de admirar, mas não a serem seguidas, tamanho o inconformismo que transmitem. A “loucura” missionária é parte integrante da sua espiritualidade. Neste sentido, a missão vive a polaridade de ser estimada e valorizada e, ao mesmo tempo, de ser controlada e exorcizada, pela carga de subversão que a envolve. Opção evangélica pelos pobres O profetismo e a opção pelos pobres andam juntos, e também o martírio, como conseqüência de uma vida radicalmente doada aos outros. Jesus nem tinha lugar para apoiar sua cabeça. Quem não tem um lugar para amparar-se é alguém que fez da rua e do caminho sua morada, cruzando fronteiras e margens, residindo além das razões civilizadas, preferindo a não-vida para desencadear a vida em abundância. O sonho do Reino, que fervia e queimava na vida de Jesus, podia acontecer somente em sua proximidade histórica e humana com os oprimidos. A radicalidade na vivência da pobreza e no serviço aos mais pobres fez com que muitos missionários e missionárias “perdessem a própria vida” pelos outros. O profetismo, neste caso, está muito mais na doação da própria vida do que na denúncia explícita dos mecanismos de opressão. Quando alguém, como Damião de Molokai ou João Bosco Burnier, chega a testemunhar, até as últimas conseqüências, dando a própria vida, é porque a causa dos outros, leprosos ou torturados, passa a ser a lógica conseqüência de uma entrega total à causa missionária. Alguns, sem ter tido uma morte violenta, seguiram a trilha do martírio na entrega total de sua própria vida. |
Visite
as outras páginas
[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO]
[MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E.
- Missio] [Noticias] [Seminários]
[Animação] [Biblioteca]
[Links]