A Igreja no Mundo
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INDONÉSIA: 08/07/2010 “Não temos notícias dos perigos iminentes ou violências contra os cristãos. Os grupos islâmicos de Bekasi fizeram uma advertência. Parlamentares, a sociedade civil, organizações muçulmanas condenaram os radicais do FPI (“Front Pembela Islam”, Fronte islâmico de defesa). Existe um movimento comum que nos conforta. A Igreja, junto com todas essas organizações, pede ao governo para interrompê-los e defender com clareza uma cultura do respeito pela dignidade humana, dos direitos e das liberdades fundamentais, tutelada pela Constituição indonésia”: - é o que declara numa conversa com a Agência Fides Pe. Benny Suseyto, Secretário executivo da Comissão para o Ecumenismo e os Assuntos inter-religiosos, junto da Conferência Episcopal da Indonésia. O FPI, recentemente, criou especiais “corpos de guarda” para assinalar e parar com as supostas “conversões de massa” organizadas pelos cristãos. Na cidade de Bekasi circulam grupos de militares vestidos de uniformes de artes marciais, olhados com preocupação pelos cristãos. Pe. Benny recorda à Fides que “o FPI é um grupo minoritário, que tenta alimentar a tensão e o ódio inter-religioso, manipulando a população. O verdadeiro Islã indonésio é o moderado. As grandes organizações muçulmanas como ‘Nadhlatul Ulama’ (60 milhões de adeptos) e ‘Muhammadiyah’ (40 milhões) mostraram sempre um rosto dialogal e pacífico. Com eles defendemos a idéia de uma nação inspirada nos cinco princípios da Pancasila e ao respeito recíproco entre todas as comunidades religiosas”. Segundo o sacerdote, as raízes desta questão, na qual pagam também os católicos, “existem tensões com alguns grupos de pregadores cristãos, muitas vezes não identificáveis com nenhuma Igreja, que criam problemas com o seu proselitismo exasperado”. Em relação ao trabalho e a ação dos radicais do FPI, o secretário ressalta que “existe um problema interno na polícia, onde estão presentes expoentes que apóiam o FPI. Além disso, não faltam as proteções políticas”. A Comissão Nacional para os Direitos Humanos – organismo estatal – disse publicamente que em alguns recentes casos em que foi envolvido o FPI a polícia foi “negligente”. Aberto apoio ao FPI no mundo político vem do “Prosperous Justice Party” (PKS) contrário a declarar a Frente “organização ilegal”. Um forum transversal de parlamentares fez um comunicado onde pede apoio à iniciativa para exterminar publicamente o FPI: - mas único partido islâmico que assinou foi o “National Awakening Party” (PKB), fundado pelo ilustre Abdurrahman Wahid, ex-presidente indonésio e ex-líder da organização islâmica “Nadhlatul Ulama”. Nem o PKS, nem o “United Development Party” (PPP), nem o “National Mandate Party” (PAN) quiseram aderir à campanha. O PAN foi fundado por Amien Rais, ex-líder da “Muhammadiyah” (no triênio 1995–1998), a segunda organização islâmica indonésia. A Muhammadiyah celebra nestes dias seu 46.° Congresso e o centenário de sua fundação. Fides
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