A Igreja no Mundo
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COSTA DO MARFIM: 01/03/2010 Foi criada a nova Comissão Eleitoral Independente (CEI) da Costa do Marfim, cuja presidência foi confiada à oposição. Parece caminhar rumo à conclusão a grave crise política séria que estourou no dia depois da dissolução do governo de união nacional e da Comissão Eleitoral precedente, decidida pelo Presidente Laurent Gbagbo. A oposição promoveu uma série de manifestações de protestos, algumas das quais reprimidas duramente que terminou com mortos e feridos (ver Fides 20/2/2010). A criação da nova CEI foi acolhida favoravelmente pelos partidos da oposição que cancelaram novas manifestações de protesto. As violências depois da dissolução do governo e da CEI foram condenadas pelos Bispos da Costa do Marfim que expressaram seus pêsames às famílias das vítimas e se mostraram preocupados pela “situação de contraste e de violência que há várias semanas o país está vivendo”. Numa mensagem, enviada à Agência Fides, publicada no final da Assembleia Geral Extraordinária da Conferência Episcopal, foi reiterado o conceito que a “Igreja não tem uma finalidade política, mas quando as condições para a realização de uma comunidade política serena são ameaçadas, a Igreja, como a mãe e educadora, se sente no dever de recordar aos católicos e aos homens de boa vontade a necessidade de se orientar nos valores transcendentais capazes fundar uma verdadeira comunhão entre os homens”. “Os Bispos fazem um forte apelo aos líderes políticos: - “Tenham o sentido de responsabilidade, de abnegação e de amor pelo povo em seu desejo servir o País. Não é se preocupando com seus interesses particulares que vocês ajudarão o país a sair do subdesenvolvimento e da miséria. Vocês não têm o direito, qualquer que seja o pretexto, de manter como refém o povo da Costa do Marfim e seu futuro. Na situação atual, vocês devem dar prova de coragem e de vontade política a fim encontrar uma solução rápida para crise”. A mensagem convida os jovens a “rejeitar a lógica da violência, porque o futuro do país depende de vocês. Não se deixem manipular e se levar pela cultura do ódio”. Os bispos lançam um apelo aos “habitantes da Costa do Marfim” para que busquem a unidade e cultivem o espírito de verdadeira fraternidade e recordem a “todos os fiéis em geral e aos católicos em particular que a fé em Deus Onipotente e Misericordioso nos proíbe usar a violência em todas as suas formas: - nem com palavras, nem com ações”. Fides
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