A Igreja no Mundo
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CAMBOJA Sofrimento e contradição "No Camboja, não há a necessidade de levar o Evangelho porque ele já está lá. O trabalho da Igreja é agora de reformulá-lo". Essas são as palavras de padre Enrique Figaredo, SJ, Prefeito apostólico de Battambang desde o ano 2000, quando fala de sua experiência em um dos boletins da congregação jesuíta. Ao terminar a guerra civil em 1998, o país passou a ter várias necessidades, entre elas: ser reconstruído e reabilitado. Porém, que necessitava de ajuda material, ele também estava carente de solidariedade, amizade e amor. Todos os cambojanos ficaram afetados pela guerra e em cada família há algum, que em exílio, sofreu mutilações, ou até mesmo, foi assassinado. Além disso, a falta de segura até hoje afeta a vida cotidiana das pessoas, por causa da existência de minas explosivas no solo. Por outro lado, vê-se uma nova esperança nas muitas crianças presentes no país, cerca da metade da população tem menos de 15 anos. Sem dificuldades, o religioso assinala também que o "Camboja está cheio de contrastes". Segundo ele, "junto à extrema pobreza coexistem as salas de Internet, os bares de Karaokê, as emissoras de TV que transmitem programação estrangeira, como as telenovelas latino-americanas. Recentemente, surgiram muitas indústrias que requerem elevado número de mão-de-obra qualificada, porém paralelamente existe a indústria do sexo que explora menores, basta ver que o país é o que possui o maior número de pessoas infectadas pelo HIV na Ásia". Diante dessa situação, o chamado da Igreja e dos missionários é ajudar ao povo dar uma resposta cristã a tudo isso. O padre jesuíta expressa isso nestes termos: "quando evangelizamos o Camboja não trazemos o Evangelho porque ele já estava aqui há muito tempo! O que fazemos é ajudar a reformular o conceito que o povo tem da Palavra de Deus, entretanto ele já está vivo nos acontecimentos históricos e nos sacramentos presentes nas vidas das pessoas sensíveis". O missionário e a missionária devem trabalhar com alegria, com espírito de equipe e sem colocar em primeiro lugar os seus próprios juízos; numa atitude de compreender a fundo e buscar generosamente o positivo nas diversas realidades. Nas situações mais complexas, diz o religioso, "devemos estar abertos à novidade". Fonte: WEBS. SINECTIS 01/11/2002 |
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