A Igreja no Mundo
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El Salvador Dom Erwin Krautler comenta sobre a mística missionária De 25 a 28 de novembro, ocorreu em El Salvador, capital de San Salvador, o terceiro encontro preparatório do CAM 2 (e do COMLA 7). Durante essa ocasião, dom Erwin Krautler, bispo do Xingu e responsável pela dimensão missionária da CNBB, falou sobre a mística missionária. Na seqüência, apresentamos parte da fala de Dom Erwin. A mística missionária Não queremos outro colonialismo religioso! Missionariedade não significa "tutela" para com um "menor", "deficiente" ou "excepcional" da parte do maior que se considera locupletado em sua mansão-fortaleza a ponto de agora poder oferecer algo do seu supérfluo, de cima para baixo e ainda com muito alarido e com direito de interferir na caminhada da diocese "beneficiada", doravante "subalterna", exigindo uma minuciosa prestação de contas, bem dentro da filosofia de "Quem paga, manda!"Nada disso! Missionariedade não é protecionismo eclesiástico ou então sujeição de uma igreja-filha-carente a uma igreja-mãe-dominante que assume o papel de galinha choca que bota com seu bico os pintinhos, um por um, debaixo de suas asas. Missionariedade nunca pode nem deve gerar dependência! Senhora Aparecida, de Nazaré, de Guadalupe e "de tantos nomes mais" te proteja sempre e em todos os lugares por onde andares! Agora, meu irmão, minha irmã, é hora de partir! Desata e enrola de uma vez a tua rede, pega a tua boroca ou mochila, despede-te do pai e da mãe, da família, de quem te ama e de quem tu amas! E vai em frente! Vai em frente! Segue o teu caminho e não olhas mais para trás! Todo mundo vai rezar por ti! Vai acender velas ao pé da Santa! Vai com Deus! Vai com Deus! Amém! Amém!". O grande missionário São Francisco Xavier que morreu há exatos 450 anos, no dia 3 de dezembro de 1552, na ilha chinesa de Sancião com apenas 46 anos de idade, vítima do impaludismo, a malária que tão bem conhecemos e até hoje nos assusta na Amazônia, escreveu: "Considerando a grande graça que o Senhor nos concedeu de enviar-nos a estes lugares, sentimo-nos confusos. Achamos que somos nós que servimos a Ele porque viemos a estes lugares, enquanto foi Ele que nos faz compreender com extrema claridade o grande dom de sua imensa graça que nos concedeu trazendo-nos ao Japão, livres de todo apego ao que nos poderia impedir de chegar até Ele. Missionariedade é isso! Se não existe esta mística, nenhum "projeto" vai decolar e continuaremos dando voltas ao redor do toco (toco-de-amarrar-burro), não saindo de lugar algum. Erwin Krautler - Bispo do Xingu, Brasil Fonte: CATOLICA NET 09/12/2002 |
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