A Igreja no Mundo
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NIGÉRIA Lei islâmica causa polêmica e discussão O ataque de 11 de setembro despertou uma atenção sobre o mundo islâmico como nunca se viu antes. Os ocidentais aprenderam rápido o quanto o Islamismo é um fenômeno complexo e com raízes aprofundadas. De qualquer modo, o que está claro é que existe tensão entre diferentes grupos islâmicos, ou seja, entre aqueles que rejeitam o mundo ocidental e aqueles que buscam uma conciliação com outras culturas e credos. O fato é que ainda existe muita intolerância e um exemplo disso é o que ocorreu na Nigéria. No mês passado, um grupo de perseguidores muçulmanos do estado de Zamfara, Nigéria, pediram a execução de 2 homens, acusando-os de terem se convertido ao cristianismo. Os nomes dos 2 acusados são Lawali Yakubu e Ali Jafaru, que apesar da dificuldade escaparam graças a intervenção da suprema corte. O juiz, Alhaji Awal Jabaka, disse que embora o Alcorão diga que qualquer fiel que se converta à outra religião deve ser punido com a morte, o Shariah, Código Civil, não prevê esse tipo de punição. O Ministro da Justiça, Kanu Agabi, declarou ilegal e inconstitucional a penalidade estipulada pelos muçulmanos. Agabi ainda acrescentou "embora para os islâmicos isso faça sentido, as autoridades não devem autorizar qualquer atitude penal que revele descriminação. Pois isso, pode vir a minar todos os códigos preestabelecidos em nossa constituição". A constituição nigeriana não prevê nenhuma punição para pessoas que mudam de religião. Essa declaração foi fortemente criticada pelos islâmicos nigerianos que, através de seu representante Lateef Adegbite, disseram: "declarando uma lei islâmica inconstitucional o governo está se tornando coercitivo e ditatorial". Fonte: ZENIT 06/05/2002 |
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