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BURUNDI: 26/11/2003
Surpresa no processo de paz: a guerrilha entra no governo
Guerra Civil
"Penso que depois de tantos anos de desilusões e falsas expectativas,
dessa vez Burundi finalmente embarcou no caminho da paz", afirma
à Agência Fides um sacerdote católico da diocese de
Bururi, em Burundi, depois da assinatura dos acordos de paz entre o governo
e os rebeldes das Forças pela Defesa da Democracia (FDD).
"É verdade que a violência ainda não cessou,
porque o outro principal grupo da guerrilha burundinesa, as Forças
de Libertação Nacional (FLN), ainda não depuseram
as armas, mas se respira, de fato, um clima de maior confiança
pela paz e o futuro do país." "No entanto, aumentam as
pressões sobre as FLN para que se disponham a negociar.
Existem dois Bispos burundineses que estão empenhados na mediação
entre governo e FNL", afirma o sacerdote. "Eu sou otimista,
até porque a população quer a paz e a guerrilha aparece
sempre mais isolada". Com base nos acordos assinados no dia 16 de
novembro passado, em Dar es Salaam, capital da Tanzânia, o Presidente
Domitien Ndayizeye nomeou no dia 23 de novembro, quatro novos ministros
pertencentes às FDD.
São eles: Pierre Nkurunziza, chefe das FDD, que se tornou ministro
de Estado, Simon Nyandwi (ministro do Interior), Onesime Nduwimana (ministro
das Comunicações), Salvator Ntahomenyereye (ministro dos
Trabalhos Públicos). O Presidente Ndayizeye se empenhou em consultar
o chefe das FDD sobre questões relativas à segurança.
Fides
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