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CUBA: 05/06/2003
Cardeal enfatiza a necessidade de reconciliação
Política
O Arcebispo da Havana, Cardeal Jaime Ortega Alamino, afirmou que a Igreja
em Cuba não tem a missão de ser um partido político
e advogou pela reconciliação de todos os cubanos. No decorrer
de uma conferência na Igreja de São João de Latrão,
em Havana, ressaltou que a Igreja em Cuba lutará por seus direitos,
mas não se converterá nunca em "partido de oposição".
Durante a conferência, que teve como título "preocupações
e apostas da Igreja frente ao porvir de nosso povo", o Arcebispo
destacou que a tarefa principal da Igreja é a de anunciar a Cristo
e procurar "o encontro de nossos irmãos com Ele. O resto fluirá
empurrando para frente à história".
A chave disse mais adiante- é a reconciliação. A
respeito, afirmou que "essa reconciliação não
significa uma aceitação plena, nem gozosa de uma realidade
que pensamos que se pode superar, evidentemente. Mas faz falta, por exemplo,
reconciliar-nos com o fato de que o Senhor nos plantou aqui e aqui devemos
florescer no amor, no serviço, etc. Estou falando com enfoque cristão
porque estamos falando da Igreja. Mas eu creio que esse mesmo espírito
existe também em outros cristãos que vivem fora. De fato
hoje esta busca da reconciliação abre passagem".
Finalmente, reiterou que a Igreja "não tem a missão
de ser o partido de oposição que lamentavelmente não
existe em Cuba. Eu gostaria que houvesse um, dois ou três partidos
com pensamentos distintos, todavia, isso é um desejo pessoal meu,
mas não há. Todavia não se pode pedir que a Igreja
se converta no partido de oposição. Como tampouco se pode
pedir à Igreja que apóie o governo revolucionário.
Em qualquer dos dois sentidos sempre se soube que nós temos dito:
estamos aqui para anunciar o Reino de Deus".
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