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MAURITÂNIA: 11/06/2003
TituloApós a Tentativa de Golpe, Continuam os
Combates. Fundamentalistas Islâmicos por detrás do Golpe
de Estado?
Fundamentalismo e Golpe de Estado
Situação ainda confusa em Nouakchott, capital da Mauritânia,
onde está acontecendo uma tentativa de golpe de estado contra o
Presidente Maaouya Ould Sid'Ahmed Taya. Foram registrados combates entre
as forças especiais que permaneceram fiéis ao presidente
e os militares golpistas que tentaram no domingo, 8 de junho, tomar o
poder a força.
As forças fiéis ao presidente conseguiram evitar a tomada
do palácio presidencial, mas os golpistas não desistem e
continuam os combates em alguns pontos da capital.
É ainda difícil entender quem sejam os autores da tentativa
de golpe, mas alguns observadores acreditam que a política de abertura
a Israel do Presidente Taya possa ser um dos motivos de base do golpe.
A Mauritânia, cuja população é 99% muçulmana,
iniciou relações diplomáticas com Israel em 1999.
Desde então Tel Aviv iniciou uma discreta colaboração
com Nouakchott, no setor agrícola e da segurança.
A Mauritânia, até 1991 era aliada ao Iraque de Saddam Hussein,
de modo que, durante a guerra do Golfo de 1991, suspeitava-se que em seu
território estivesse escondido um arsenal de armas não convencional
iraquianas. A abertura a Israel iniciada pelo presidente Taya provocou
o mau humor nos ambientes fundamentalistas islâmicos que podem ter
decidido assumir o poder.
Somente neste mês, 32 fundamentalistas islâmicos foram detidos
sob acusação de atentado à segurança pública
nacional.
A Mauritânia tem cerca de 2,5 milhões de habitantes. Os
principais recursos são o ferro e a pesca. Recentemente foram descobertas
reservas de petróleo ao longo da costa do País a espera
de serem exploradas.
AICA
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