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PAQUISTÃO: 22/12/2003
Menino cristão seqüestrado e convertido
à força ao Islã
Fundamentalismo
Um menino cristão de 15 anos, proveniente da província
de Sind (Paquistão), foi seqüestrado, obrigado a converter-se
ao Islã e retido por uma escola religiosa islâmica. O menino,
Zeeshan Gill, seqüestrado na manhã de 7 de novembro enquanto
regressava à sua casa, havia sido levado depois a uma madrasa (escola
religiosa islâmica), onde foi obrigado a jejuar e, diante de ameaças
de morte, foi obrigado a rezar o credo islâmico. A notícia
foi dada por "Barnabas Fund", organização que
desde 1993 se mobiliza em favor dos cristãos perseguidos, depois
de ter sido contatada pelo "Centre for Legal Aid, Assistence and
Settlement" (CLAAS) de Lahore, ao qual se dirigiu a família
da vítima após o sucedido.
Segundo a "Barnabas Fund", a mãe do menino agredido,
Razia, foi informada pela mesquita que dirige a escola três dias
depois do seqüestro. Na mensagem, se explicava que o filho havia
abraçado o Islã por sua própria vontade e que não
regressaria à casa. Segundo esta fonte, o menino havia se iniciado
no aprendizado do uso de armas, como pistolas e granadas. A mãe,
desesperada, dirigiu-se ao Tribunal de justiça local que, por sua
vez, enviou um oficial à madrasa para apresentar ao diretor uma
ordem de comparecimento ante a corte de Zeeshan.
Durante a audiência, segundo se lê no testemunho, "o
menino repetiu insistentemente que havia abraçado o Islã
por sua própria vontade e que somente regressaria à sua
casa quando sua mãe se convertesse". Apesar dos pedidos da
mãe, o juiz decidiu que não podia atender as reivindicações
da mulher, pois apesar de que era menor de idade, Zeeshan tinha direito
de converter-se ao Islã.
Em 24 de novembro os seqüestradores do menino lhe advertiram que
logo seria destinado a Cachemira para combater nas filas das "jihad"
islâmica e "difundir o Islã".
O diretor deixou que o menino regressasse para despedir-se de seus pais
e foi então que ele revelou que havia sido "seqüestrado,
obrigado à força a converter-se" e que lhe haviam retido
contra sua vontade. Nesse momento, a família se dirigiu ao CLAAS
que fez pública a denúncia.
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