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CHINA: 21/12/2004
Perseguição
Lei sobre liberdade religiosa
A China publicou novas diretivas sobre as questões religiosas.
Segundo a mídia oficiail, as orientações têm
a intenção de melhor assegurar a liberdade de culto num
país comunista. As novas regras, publicadas no "Diário
do Povo", afirmam que "nenhum particular ou organização
pode forçar os cidadãos a acreditar ou não acreditar
numa religião. E não podem discriminar entre crentes e não
crentes".
A principal novidade estará no alerta de punição
para quem abusar do poder, mas continua a afirmar-se a supremacia dos
interesses do Estado sobre as questões religiosas e, por isso,
a China permite a liberdade de culto em igrejas autorizadas pelo Governo,
reprimindo as que escapam ao seu controle. Embora o Partido Comunista
(68 milhões de membros) se declare oficialmente ateu, a Constituição
chinesa permite a existência de cinco Igrejas oficiais, entre elas
a Ces do Vaticano, a Igreja Católica "clandestina" conta
mais de 8 milhões de fiéis, que são obrigados a celebrar
missas em segredo, nas suas casas, sob o risco de serem presos.
O batismo e o ensino religioso entre menores de 18 anos são punidos
na China com prisão ou confinamento aos "campos de reeducação
pelo trabalho". Em 2004, foram várias as vezes em que a Santa
Sé e a China estiveram em confronto por causa da prisão
de Bispos fiéis ao Vaticano, atos que considerou "uma grave
violação da liberdade de religião". Na primeira
semana de Agosto, o sacerdote Pablo Huo Junlong, vigário-geral
da diocese de Baoding (província de Hebei), foi detido pela polícia
juntamente com outros sete sacerdotes e dois seminaristas.
Os sacerdotes Pablo Na Jianzhao e Juan Bautista Zhang Zhenquan foram
condenados a um período de reeducação por trabalhos
forçados. A Igreja Católica lembrou que, segundo as informações
recolhidas na China, os membros do clero da diocese de Baoding detidos
ou privados de liberdade são vinte e três. "Entre eles
se encontram o bispo Santiago Su Zhim e o seu auxiliar, Francisco Na Schuxin,
que desapareceram nos meses de Setembro de 1997 e Março de 1996,
respectivamente, e estão detidos sem julgamento em local secreto",
acusou Navarro-Valls, porta-voz do Vaticano. As relações
entre a China e o Vaticano foram cortadas em 1957, depois de o Papa Pio
XII ter excomungado dois bispos nomeados pelo regime comunista. O Vaticano
estabeleceu então relações com Taiwan.
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