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CORÉIA DO SUL: 02/12/2004
Vida Eclesial
Continuam os encontros entre os bispos Coreanos
e Japoneses para reler a história à luz da verdade e a reconciliação
Profícuo intercâmbio de idéias, em um clima de amizade:
assim foi caracterizado o recente encontro dos Bispos coreanos e japoneses,
realizado em Cheju, na Coréia do Sul. Do encontro (o décimo
da série, iniciada em 1994), participaram 18 Bispos coreanos, entre
os quais o Card. Stephen Kim e Dom Andreas Choi Chang-mou, Presidente
da Conferência Episcopal, e 13 Bispos japoneses, guiados por Dom
Augustine Nomura Junichi, Presidente da Conferência Episcopal do
Japão e Dom Peter Okada, Arcebispo de Tóquio.
No encontro, os Bispos falaram da recíproca compreensão,
na perspectiva de enfrentar os desafios pastorais do presente. Os prelados
concordaram com o fato de que encontros do gênero contribuem para
aumentar a amizade entre os dois países: por isso, reiteraram a
vontade de continuá-los e promover iniciativas pastorais conjuntas,
principalmente para programas de solidariedade e cooperação,
sugerindo o alargamento dos encontros também a sacerdotes e leigos.
A Igreja católica está se empenhando em reconstruir pontes
e reconciliar os povos da Coréia e Japão. Com este objetivo,
recentemente foi publicado um texto sobre a história das relações
entre os dois países. O livro, realizado pelo Instituto Pastoral
da Coréia afiliado à Conferência Episcopal, trata
de questões de história e cultura dos dois países
vizinhos, e pretende fornecer aos jovens coreanos e japoneses um correto
discernimento para que possam compreender a sua história e construir
boas relações com seus vizinhos.
Em seus encontros anuais, os Bispos de Japão e Coréia do
Sul lançaram um apelo para reler a história à luz
da verdade e da reconciliação. Principalmente, busca-se
reconsiderar os acontecimentos históricos da Segunda Guerra Mundial
com objetividade, segundo critérios de verdade e justiça,
base para uma autêntica reconciliação. As controvérsias
existentes entre Japão e Coréia dizem respeito à
ocupação colonial da península coreana por parte
do Império Nipônico durante o segundo conflito mundial.
Os coreanos, em especial, contestam os livros de história utilizados
nas escolas japonesas, que não reconhecem as atrocidades do exército
do Sol Nascente na Coréia e não falam dos coreanos deportados
ao arquipélago japonês ou das 200 mil coreanas deportadas
como "mulheres de companhia" para os soldados japoneses.
Fides
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