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COSTA DO MARFIM: 09/11/2004
Guerra Civil
Black out de informações sobre
as operações militares
Um verdadeiro black out informativo se abateu sobre a Costa do Marfim.
"As pessoas que vivem nas zonas controladas pelo governo têm
poucas possibilidades de se informar sobre o que está acontecendo
no norte da Costa do Marfim, onde o exército regular está
conduzindo ataques aéreos contra os rebeldes das Forças
Novas", disse à Agência Fides uma fonte local contatada
em Abidjan, a capital econômica da Costa do Marfim.
"A televisão que é controlada pelo partido do Presidente
Laurent Gbagbo, não relata nenhuma notícia das operações
militares. Os jornais da oposição não estão
disponíveis e foram suspensas as transmissões das rádios
internacionais, BBC e Radio France International. Somente aqueles que
tem um radinho de ondas curtas podem captar os programas dessas emissoras."
Nos dias passados, os "jovens patrióticos", um grupo
de simpatizantes do Presidente Gbagbo, seqüestraram nas bancas os
jornais da oposição.
Ontem, 6 de novembro, foi assaltada a sede do principal partido de oposição,
guiado por Alassane Ouattara. Fides tentou repetidas vezes contatar as
próprias fontes nas regiões controladas pelos rebeldes,
mas a linha telefônica está interrompida. "Além
das linhas telefônicas, foi suspensa a distribuição
de água e de energia, que provinham da área governamental,
assim como os fornecimentos de combustível e gêneros de primeira
necessidade.
A situação torna-se sempre mais crítica, principalmente
nos hospitais", afirmam as fontes da Fides de Abidjan. "Trata-se,
portanto, de uma estratégia precisa que pretende isolar a área
rebelde, em vista do ataque final contra as Forças Novas",
comenta a nossa fonte. "A opção militar foi preparada
à luz do dia. A comunidade internacional viu as FANCI (o exército
governamental) rearmar-se abertamente, apesar da presença de 4
mil soldados franceses e de milhares de homens das Nações
Unidas".
"No momento, não se vêem helicópteros de combate
sobrevoando o norte, mas a situação permanece muito tensa
e foram sinalizadas infiltrações, seja das repartições
governamentais como dos rebeldes, na região que separa os contendedores,
controlada pelas forças de paz internacionais", afirma a fonte
da Fides. Aviões e helicópteros das FANCI atingiram diversas
cidades controladas pelas Forças Novas. Um porta-voz dos rebeldes
declarou que durante o bombardeio pelo menos 11 pessoas morreram.
Fides
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