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GEÓRGIA: 13/09/2004
Problema Social
Apelo do Núncio apostólico
na Geórgia: "Necessita-se de idéias e de meios para
que todo Cáucaso não se torne um barril de pólvora"
O empenho da Caritas pelas crianças de Beslan, na Ossétia
do Norte, e pela sofrida população da Ossétia do
Sul. "O massacre dos inocentes ocorrido dias atrás em Ossétia
do Norte comoveu o mundo. Mas não nos esqueçamos que já
na Ossétia do Sul mais de três mil mulheres e crianças
estão, nas últimas semanas, refugiadas em outras regiões
da Geórgia. Se não houver uma rápida intervenção,
com iniciativas de paz e de promoção social, aquela região
pode se tornar um foco difícil a ser contido e perigoso para todos.
Necessita-se de idéias e de meios para que todo Cáucaso
não se torne um barril de pólvora." Este é o
apelo de Dom Claudio Gugerotti, Núncio Apostólico na Geórgia,
lançado através da Caritas Italiana, que recorda a pobreza
do país ao qual pertence a Ossétia do Sul (enquanto a Ossétia
do Norte, onde se encontra a escola de Beslan, pertence à Rússia).
"Os refugiados desses dias somam-se aos milhares de refugiados que
há anos estão sem casa e sem trabalho.
È uma situação determinada pela instabilidade da
região, potencial área de terrorismo", destaca ainda
o Núncio apostólico. Na Ossétia do Norte (Rússia),
desde o início da tragédia na escola de Beslan, a Caritas
está presente no local com voluntários, incluindo dois psicólogos.
Trabalha-se também sem repouso e já foram fornecidos material
sanitário e médico a dois hospitais de Vladikavkaz, onde
estão internadas as crianças de Beslan. Estão sendo
estudadas ulteriores formas de ajuda.
As intervenções em médio prazo que estão
sendo organizadas são: assistência médica nos dois
hospitais de Vladikavkaz para os internados de longa data; abastecimento
de víveres para as famílias que perderam os filhos, muitas
das quais, a partir de agora, sem nenhuma renda; apoio psicológico
para as
famílias de Beslan e nos hospitais; e reabilitação
para as crianças. Na Ossétia do Sul (Geórgia), as
autoridades locais, apesar dos esforços, não conseguem atender
a todas as necessidades da população, que tem um alto índice
de crianças.
Muitas famílias abandonaram as próprias casas depois do
recrudescimento dos confrontos entre o exército regular e as forças
separatistas da província. Trata-se de uma região montanhosa
e as noites
são muito frias. As pessoas não dispõem de roupas
que possam aquecê-las. Já durante a segunda metade do mês
de agosto, a Caritas Geórgia entregou aos refugiados dois caminhões
carregados de víveres, roupas, artigos sanitários e material
escolar. Mas os víveres duraram somente duas semanas, e os refugiados
continuam a necessitar de tudo.
Padre Witold Szulczynski, diretor da Caritas Geórgia, e Dom Gugerotti
lançaram à rede internacional Caritas um apelo para coletar
150.000 euros para prosseguir com as intervenções de urgência.
"Fazemos um apelo às consciências - conclui Dom Gugerotti
- para que se mobilizem e apóiem os
esforços imediatos de quem quer interromper a espiral de violência
".
Fides
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