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COSTA RICA: 30/08/2005
Política e Religião
Bispos reclamam uma política coerente com as necessidades da população

Ao finalizar a Assembléia dos Bispos da Costa Rica, o Arcebispo de São José da Costa Rica, Dom Hugo Barrantes; o Bispo de Cartago, Dom José Francisco Ulloa; e o Bispo de Costarena, Dom Oscar Fernández; pronunciaram-se sobre a situação política que está vivendo a Costa Rica e a necessidade de rever as próprias posições políticas, ao se aproximarem os comícios eleitorais do ano 2006.

Os Prelados insistiram na necessidade de que os partidos políticos lancem novas propostas, em benefício das classes mais necessitadas e não dos interesses partidários e ressaltaram a necessidade que tem o país de passar de uma democracia representativa a uma democracia participativa, para que os cidadãos possam ver respeitados seus pensamentos e disposições. Dom Barrantes assinalou a necessidade de fazer um “projeto país, um modelo de desenvolvimento”.

Resposta às necessidades da população

O Prelado acrescentou que “tem que haver uma reforma educativa porque a educação e a saúde está paralisadas, todas as políticas sociais falharam, tanto as gerais como as focais e assinalou que a maioria do povo costa-riquenho está mal. O povo nesta campanha está esperando uma proposta sobre tudo para a classe média, uma classe que atualmente está em perigo, está deixando de ser média para aumentar o número de pobres”.

Assim mesmo, o Arcebispo de São José anunciou que a Igreja na Costa Rica porá em circulação em outubro um documento de orientação para “chamar as urnas a votar e fazer algumas recomendações” para exigir propostas claras por parte dos candidatos. Referindo-se ao documento, Dom Ulloa informou que o documento contempla “o aspecto da família que deve incluir-se dentro de um programa de governo e da política dos candidatos”.

A suas palavras se uniu Dom Fernández, quem se mostrou preocupado pelos “problemas sociais que favorecem diretamente a desintegração familiar em nosso país e diante dos quais os governos devem intervir para erradicá-los por completo”. Dom Barrantes declarou que espera que se abram foros nos meios de comunicação e nas universidades para debater sobre o tema, ressaltando que a desconfiança do povo ante a política não pode cair no abstencionismo, por não ser está a solução.

Finalmente, o Prelado disse aos costa-riquenhos que “não basta ser bom, se necessita também nomear pessoas capazes. Hoje se necessita grande eficiência dos que ingressam na política, devem ter conhecimento da administração pública e a devida experiência” e recordou aos candidatos e pré-candidatos políticos que “as portas estão abertas” para todos aqueles que desejem orientação.

ACI Digital


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