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GUINE BISSAU: 14/11/2005
Violência
Bispo de Bafatá decepicionado com
vazio de poder no país
O Bispo de Bafatá, Dom Pedro Carlos Zilli, denunciou
a inexistência de um governo na Guiné-Bissau, depois que
o Presidente guineense demitiu o Executivo de Carlos Gomes Júnior
e nomeou Aristides Gomes como Primeiro-ministro. Em declarações
à imprensa, falando sobre a onda de criminalidade que se abateu
sobre o país e que está atingindo também as missões
católicas locais, Dom Pedro Carlos Zilli se disse desiludido com
a situação, definindo o país como "um barco
sem leme".
"Esperava muito mais deste momento de transição:
que as conclusões fossem muito melhores do que as atuais. Não
conseguimos o que efetivamente esperávamos. Não pode ser
que um país fique sem governo. Ficar sem governo é uma coisa
triste e só quem está na Guiné-Bissau é que
sente isso" _ disse o Bispo, do PIME, brasileiro de Ibiporã,
arquidiocese de Londrina. Na coletiva, os bispos guineenses anunciaram
que as instituições católicas de ensino, saúde
e caridade serão fechadas na próxima quarta-feira, em sinal
de protesto contra o recrudescimento da violência de que estão
sendo vítimas.
"Temos sido vítimas de vários ataques
a mão armada" - frisaram os prelados. Dom Zilli criticou as
autoridades por promoverem inquéritos que não se concluem,
e por não condenarem os agressores. Enfim, lançou um apelo
à comunidade internacional para que ajude a Guiné-Bissau
a enfrentar este incremento da violência, sobretudo nos centros
urbanos.
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