A Igreja no Mundo
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MALÁSIA: 29/11/2005 A política conseguiu unir, na Malásia, pela primeira vez, cristãos, muçulmanos, hinduístas, budistas e sikhs. Representantes de todas essas religiões divulgaram, esta semana, um comunicado conjunto, no qual condenam a corrupção no país, definindo-a como "pecado mortal". Reunidos na última quinta-feira, os líderes religiosos lançaram uma campanha de conscientização de suas comunidades a respeito do problema. Eles participaram de um encontro com o tema "A posição das religiões nas estratégias anticorrupção". "O objetivo da campanha - explica o líder hinduísta Dhamaratnam - é explicar ao povo que aceitar e oferecer propina é um "pecado mortal". Existe a necessidade de abordar o temor a Deus para erradicar a corrupção" - disse. Um estudo do governo da Malásia, em 2004, revela que a corrupção é difusa nos setores público e privado, a ponto de os malaios considerarem a prática um meio normal para se fazer negócios. O Presidente da organização não-governamental de combate à corrupção "Malaysian Society for Tranparency and Integrity", Param Cumaraswamy, elogiou a iniciativa dos líderes religiosos. "A campanha - disse o especialista - pode dar bons resultados porque os representantes religiosos têm grande autoridade moral na nossa sociedade". O Primeiro-ministro da Malásia está envolvido em graves denúncias de corrupção. Radio Vaticano |
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