A Igreja no Mundo
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MÉXICO: 22/12/2005 O pacote de iniciativas para impedir a imigração ilegal apresentado este fim de semana no Congresso dos Estados Unidos por congressistas republicanos liderados por James Sensenbrenner e Peter King levantou uma onda de protestos, entre os quais se incluem os da Igreja Católica, no México. Enquanto que o presidente do país asteca, Vicente Fox Quesada, qualificou como “uma vergonha” o muro que se pretende levantar em parte dos três mil quilômetros de fronteira entre México e Estados Unidos para impedir a passagem dos imigrantes ilegais, o arcebispo primaz do México, cardeal Norberto Rivera Carrera, disse que o muro era “um retrocesso” nas relações entre ambos países. A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que aumenta os controles migratórios e fronteiriços, o qual inclui a construção de mais de mil quilômetros de muro na faixa fronteiriça. Esta iniciativa, conhecida como “iniciativa Sensenbrenner”, ainda deve ser aprovada pelo Senado e firmada pela Casa Branca para poder entrar em vigor. O cardeal Norberto Rivera Carrera -em conferência de imprensa- rejeitou categoricamente as medidas contra os ilegais mexicanos tomadas pela Câmara de Representantes. Disse que se trata de um retrocesso nas relações bilaterais e que o presidente George W. Bush deveria estender pontes entre ambas nações, em lugar de construir muros. O arcebispo primaz do México sublinhou que se deram passos importantes na relação binacional, mas que grupos xenófobos estão pressionando nos Estados Unidos para que o Congresso tome uma postura radical na faixa fronteiriça. Por sua parte, o bispo de León e presidente da Conferência do Episcopado Mexicano, José Guadalupe Martín Rábaga, disse que a Igreja Católica tanto do México como dos Estados Unidos rejeita estas medidas, pois atenta de maneira direta contra a dignidade da pessoa humana. Algumas das medidas propostas são as mais duras da história da migração; por exemplo, que qualquer imigrante ilegal vai ser considerado como sujeito de conduta criminosa, entre outras. Atualmente existem onze milhões de ilegais, a maioria mexicana, em território americano. As remessas que mandam a seus familiares no México alcançarão os 18 bilhões de dólares este ano, constituindo a segunda fonte de divisas para o México, após o petróleo. Zenit |
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