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NAMÍBIA: 14/06/2005
Vida Eclesial
A Igreja católica participa do desenvolvimento
da Namíbia
“A Namíbia é um exemplo de estabilidade
para toda a África”, dizem à Agência Fides os
Bispos católicos da Namíbia, Dom Liborius Ndumbukuti Nashenda,
Arcebispo de Windhoek, Dom Klaus Lettner, Administrador Diocesano de Keetmanshoop,
e Dom Joseph S. Shikongo, OMI, Bispo do Vicariato Apostólico de
Rundu, presentes em Roma para a visita ad limina. A Namíbia se
tornou independente em 1990, depois de uma longa guerra contra a ocupação
sul-africana.
“Desde então, o país conheceu a democracia
e a estabilidade”, destacam os Bispos. “Desde 1990, tivemos
dois Presidentes eleitos democraticamente, com escrutínios que
foram aceitos por todos, também pela oposição. Trata-se
de um resultado relevante, em um continente onde a mudança de presidente
acontece muitas vezes em circunstâncias dramáticas.”
A Namíbia encontra-se, porém, em uma região caracterizada
por guerras civis, algumas das quais (como aquela angolana) concluíram-se
há poucos anos.
Por esse motivo, na Namíbia, estão presentes
cerca de 21 mil refugiados provenientes de Angola, República Democrática
do Congo, Congo Brazzaville, Burundi e Ruanda. “A Igreja local colabora
com algumas instituições internacionais e organizações
humanitárias, entre as quais o Jesuit Refugees Service, na assistência
a essas pessoas, em particular no campo da educação, na
gestão de algumas escolas de 1.º e 2.º graus abertas
nos campos de refugiados”, recordam os Bispos.
“Graças à estabilidade política,
agora podemos concentrar a atenção do país no desenvolvimento”,
afirmam os Bispos. “A Namíbia é rica de recursos naturais,
como diamantes, e diversos outros minerais. Também os setores pesqueiro
e turístico estão em expansão. O problema é
melhorar a distribuição da riqueza, pois existe uma diferença
crescente entre a maioria da população, que vive em condições
de pobreza, e um núcleo de pessoas muito ricas”.
A Igreja, neste contexto, além de empenhar-se
na própria ação pastoral e de evangelização,
desempenha um importante papel social, principalmente no campo educativo.
“Temos diversos projetos de desenvolvimento também no campo
da saúde”, afirmam os Bispos. “No país, existem
14 hospitais católicos, que têm um papel fundamental na ajuda
às pessoas vítimas da AIDS, que é um dos principais
problemas do país.
Em 1998, a Igreja católica na Namíbia,
em colaboração com o governo alemão e com algumas
instituições caritativas católicas, iniciou um programa
de distribuição de medicamentos anti-retrovirais aos doentes
de AIDS e aos soropositivos.”
Em 2003, mais de 20% da população (mais de 210 mil pessoas)
foi atingida pela AIDS e 16 mil pessoas morreram. “No plano educacional,
a Igreja católica administra 27 escolas e 28 creches.
O nível de ensino oferecido pelas nossas escolas
é apreciado pela população e os nossos institutos
são freqüentados também por não-católicos”,
recordam os Bispos. “Trata-se de resultados relevantes, se pensarmos
que os católicos são uma presença importante, mas
numericamente minoritária. Os católicos, de fato, constituem
21% da população. As outras denominações cristãs
presentes são os luteranos, os anglicanos e os metodistas.
Cerca de 10-20% da população adere às
religiões tradicionais”, afirmam. “No plano do diálogo
ecumênico, fizemos passos significativos também graças
a um Conselho para o ecumenismo, ao qual a Igreja católica adere.
As Igrejas cristãs colaboram com diversos projetos sociais, principalmente
no que diz respeito ao desenvolvimento econômico e ao sistema de
saúde”.
Fides
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