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PAPUA NOVA GUINÉ: 28/06/2005
Igreja Missionária
70% dos serviços educativos no país
é administrado pelas Igrejas cristãs
“Agimos para que o Evangelho penetre no coração
dos homens e das culturas, para construir uma Igreja completamente autóctone”,
diz à Agência Fides Dom Francesco Sarego, italiano, Bispo
de Goroka e Presidente da Conferência Episcopal de Papua Nova Guiné
e Ilhas Salomão. Em Roma para a tradicional visita ad limina apostolorum,
o Bispo descreve a Fides o perfil do país e a situação
da Igreja.
Dom Sarego diz:
“É um país com dois aspectos principais:
as áreas costeiras e as montanhosas. Advertem-se em meio à
população, fracionada em clãs e tribos, grandes diferenças
em nível temperamental e cultural. O país foi meta de grandes
migrações da Malásia e da Indonésia. Sempre
teve economia essencialmente agrícola, (85%), e não existe
um sistema industrial desenvolvido”.
O Bispo continua:
“Depois dos exploradores europeus de 1500, a ilha
foi descoberta e colonizada pelos Ocidentais em 1880: para a parte norte,
chamada Nova Guiné, foram os colonos alemães, enquanto no
sul, instalaram-se os ingleses, na área batizada como Papua. Em
1920, a ilha tornou-se Protetorado da Austrália. Com os europeus,
chegaram também os primeiros missionários católicos
e protestantes. A partir de 1822, chegaram os Maristas, os Missionários
do Sagrado Coração, o PIME e os Missionários do Verbo
Divino.
Desde os primeiros anos, a Igreja se dedicou à
educação, saúde e evangelização das
várias tribos indígenas. Com a Segunda Guerra Mundial e
a invasão japonesa, houve grandes prejuízos para as Igrejas
cristãs. 333 missionários cristãos, dos quais 198
católicos, entre sacerdotes e religiosas, foram assassinados. Depois
da guerra, a Igreja iniciou seu trabalho de reconstrução,
com escolas e serviços sociais”.
“Em 1975 - continua o Bispo - com a independência,
a Papua e a Nova Guiné se unificaram. Hoje, o país ainda
sente muito a influência australiana e não é auto-suficiente.
Falta uma classe dirigente local, e vige ainda uma lógica colonial”.
Sobre a situação da Igreja, Dom Sarego está otimista:
“A pastoral é muito vivaz, embora persista o problema da
secularização. As Igrejas cristãs hoje administram
70% da educação no país.
O desenvolvimento social e cultural que a nação
possui hoje se deve, em grande parte, à contribuição
das Igrejas cristãs, engajadas no social. Entre os desafios, deve-se
melhorar a contribuição dos leigos, para a criação
de uma Igreja totalmente autóctone. Hoje, a inculturação
da fé é ainda mais necessária. O Evangelho não
pode ser uma imposição externa, mas deve penetrar no coração
do homem e da cultura”. “Os frutos abundantes vistos nestes
35 anos de serviço na Papua Nova Guiné - conclui o Bispo
- derivam em grande parte da dedicação dos missionários”.
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