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ZÂMBIA: 01/11/2005
Denúncia
Perseguição de um Bispo missionário
por parte das autoridades da Imigração
“Constatamos com consternação as
contínuas perseguições e os embaraços provocados
a Dom Paul Duffy, Bispo de Mongu, por parte das autoridades da imigração
da Zâmbia” afirma um comunicado assinado por Dom Telesphore
George Mpundu, Presidente da Conferência Episcopal da Zâmbia.
“Toda vez que o Bispo Duffy manifestou a sua opinião sobre
um argumento de interesse nacional, em especial o processo de revisão
constitucional, foi submetido a um tratamento inconveniente e desrespeitoso
por parte dos funcionários da Imigração do aeroporto
internacional no seu retorno à Zâmbia” - afirma o comunicado.
“Recentemente, no entanto, os mesmos funcionários
da Imigração não esperaram que o Bispo deixasse a
Zâmbia para importuná-lo na sua volta. De fato, permaneceram
em Mongu e pediram ao Bispo para ver os seus documentos” prossegue
o comunicado. “Dom Duffy falou em defesa da população
da Zâmbia, em especial dos pobres da Diocese de Mongu e da Província
Oriental, os mais pobres do País.
Missionário Oblato de nacionalidade americana,
o Bispo Duffy escolheu viver e trabalhar entre a população
da Província Oriental e, se Deus quiser, de morrer ali. Ele tem
um visto de residência, mas os funcionários da Imigração
não parecem levá-lo em consideração”.
“Os Bispos católicos da Zâmbia estão interessados
somente no bem supremo desta grande nação e nos seus cidadãos
e não no poder político ou em seu interesse pessoal.
Na sua procura e no serviço para o bem comum a
Conferência Episcopal da Zâmbia cooperou e continua cooperando
com o governo aconteça o que acontecer. Os Bispos continuarão,
sempre que for necessário, a levantar a voz em defesa dos sem voz
e dos pobres como fez Dom Duffy no passado próximo” reafirma
o comunicado. “Solicitamos ao Ministro do Interior para ir fundo
na questão e para identificar e punir os responsáveis pela
perseguição ao Bispo Duffy assim como os outros funcionários
que impunemente violam os direitos das pessoas”.
Os Bispos manifestaram dessa maneira a sua opinião
sobre a reforma da Constituição:
“Desejamos uma Constituição que garanta
a igualdade para todos os cidadãos qualquer que seja a sua cor,
religião ou sexo. Desejamos uma Constituição que
garanta liberdade de religião e de culto, que não apóie
somente uma fé e “tolere” simplesmente as outras. Queremos
uma Constituição que separe distintamente o Estado da Igreja
ou de qualquer outra religião mas que, ao mesmo tempo, permita
aos cidadãos seguir os próprios valores religiosos”.
Fides
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