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IRÃ: 05/09/2006
Energia Atômica
As ambições nucleares do Irã:
potências tentam prolongar a diplomacia
Responsáveis russos e europeus fizeram declarações
que mostram ser pouco provável a aprovação de uma
resolução do Conselho de Segurança da ONU particularmente
dura em relação às ambições nucleares
do Irã. Nesta fase, em vez do isolamento, Teerã ainda pode
contar com a diplomacia. Segundo a Agência Internacional de Energia
Atômica (AIEA), o Irã não cumpriu a resolução
1696 do Conselho de Segurança da ONU. Num relatório divulgado
quinta feira afirma-se que o regime iraniano continua com as suas atividades
de enriquecimento de urânio. A posição oficial da
Rússia é a de "lamentar" o fato, mas o ministro
russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, aproveitou um
discurso no início do ano letivo na Universidade de Moscou para
dizer "que não é correto do ponto de vista do direito
internacional e do bom senso isolar certos países".
Na sua opinião, será melhor procurar "o
diálogo", em vez da "via do isolamento e das sanções".
Por seu turno, a União Européia parece querer evitar atitudes
irrefletidas. Em Lappeeranta, na Finlândia, Javier Solana afirmou
que "não era razoável" avançar com sanções
contra o Irã "durante o período das discussões".
Mas o Alto Representante da UE para a Política Externa acrescentou
que o Irã não dispõe de um período de tempo
indefinido. Solana deverá encontrar-se com o principal negociador
iraniano, Ali Larijani, dentro de dias. No fundo, os europeus, estão
testando a possibilidade de iniciarem o que classificam de "verdadeiras
negociações" com os iranianos. Entretanto, o mercado
do petróleo mantém-se calmo, pois os operadores não
acreditam em sanções duras ou num agravamento súbito
da crise nuclear iraniana.
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