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Existe conflito entre Ciência e
Fé?: 04/04/2007
Enquanto para a Igreja Católica não existe
motivo algum para um conflito entre fé e ciência, existem
muitos cientistas que tem se empenhado em apontar a impossibilidade de
haver um diálogo são entre ambas. Um estudo publicado nos
Estados Unidos mostraria que o problema não seria por causa da
fé nem da ciência, mas sim de alguns cientistas, que em sua
maioria rejeitam o dado revelado e se declaram ateus… com seus conseqüentes
preconceitos e vícios metodológicos.
O Informe
O informe elaborado pelos historiadores Edward Larson
da Universidade de Georgia e Larry Witham do Instituto Discovery de Seattle,
revelou que somente 40 por cento dos cientistas nos Estados Unidos acreditam
em um ser supremo e na existência de uma vida depois da vida, enquanto
que a maioria rejeita a mera possibilidade da existência de um ser
transcendente. Assim, segundo o informe, 45 por cento dos cientistas entrevistados
nega a existência de Deus e se declara ateu, enquanto 15 por cento
de "indecisos" se declara agnóstico.
Seguindo a Leuba
As cifras, publicadas na revista Nature, coincidiram
surpreendentemente com umas apresentadas pelo pesquisador James Leuba,
há mais de oito décadas, em 1916. Tal como fez Leuba no
começo do século, os dois historiadores realizaram uma pesquisa
a 1000 pessoas escolhidas do American Men and Women of Science, que cataloga
uma relação geral dos cientistas norte-americanos.
As cifras
Os cientistas responderam a perguntas sobre se
acreditavam na existência de Deus que abordam as pregações,
na imortalidade do homem, ou na vida depois da morte. Surpreendentemente
os resultados coincidiram com os de Leuba:
- a maioria dos cientistas se ploclama abertamente ateu
e nega as verdades fundamentais da fé. Com efeito, em ambas pesquisas,
cerca de 45 por cento se declaram "ateu" e 15 por cento "agnósticos".
A única diferença entre a pesquisa do começo do século
e a de Larson e Witham está na distribuição dos crédulos
nas diferentes áreas. Assim, enquanto em 1916 os mais céticos
frente a existência de Deus foram os biológos com 69,5 por
cento; na pesquisa de Larson e Witham, a maioria atéia encontrou-se
entre os físicos e astrônomos.
Preconceitos
Deste modo enquanto a maioria dos norte-ameircanos se
reconhece crédula, no ambiente científico domina ceticismo.
Assim, o trabalho de Larson e Witham viria comprovar mais uma vez o fato
de que muitos cientistas têm preconceitos a respeito de muitas verdades
que a fé ensina, tais como a vida depois da vida, ou a existência
de Deus, sobre as quais não competem à ciência. Uma
mostra da existência deste tipo de preconceito é um episódio
ocorrido na Austrália que beira ao tragicômico. Recentemente
um geólogo australiano demandou judicialmente a uma companhia que
elabora material educativo cujos conteúdos apresentam a criação
como fato histórico. Com efeito, a instituição Creation
Science Foundation enfrentou um juizado porque um professor de geologia
da Universidade de Melbourne, Ian Plimer, acredita que falar da criação
como um fato é simplesmente "anticientífico".
A fundação científica demandada afirmou não
ter nenhum problema em submeter o tema ao exame de uma entidade científica
"neutra" que demonstre a veracidade de suas afirmações
no plano meramente científico. O problema agora será encontrar
uma instituição autenticamente neutra, já que para
muitos cientistas o "neutro" é justamente a incredulidade,
enquanto a fé, uma "distorção".
Vício metodológico
Cientistas próximos à Creation Science
Foundation assinalam que "a radicalidade do ponto de partida ateu
revela preconceitos que podem distorcer o próprio trabalho científico"
e destacam que "o informe de Larson e Witham é outra mostra
de como os cientistas costumam adotar o ateísmo como uma postura
natural do trabalho científico, quando na realidade é um
vício de método que levou a desenvolver a ciência
em termos materialistas do longo deste século".
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