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COSTA DO MARFIM: 20/12/2007
Paz
Em 22 de dezembro começa o processo de desmobilização
dos combatentes
Em 22 de dezembro começará o esperado processo
de desarmamento, de desmobilização e reinserção
(DDR - “désarmement démobilisation et réinsertion”
na sigla francesa) dos grupos combatentes da Costa do Marfim. Foi o que
afirmou Philippe Mangou, Chefe do Estado Maior do exército marfinense,
ao final de um encontro entre os comandantes militares marfinenses e os
comandantes das Forças Novas, a ex-rebelião que controla
o noroeste da Costa do Marfim, que logo após os acordos de Ouadougou
(ver Fides de 5 de março e 20 de novembro de 2007) se integrará
progressivamente às forças armadas regulares. “Trabalhamos
com um espírito de fraternidade” afirmou o general Mangou.
“Os militares das duas partes estão talvez
mais avançados do que os políticos no processo de paz”
dizem à Agência Fides fontes da Igreja local. “Já
há postos de controle geridos por patrulhas mistas de militares
regulares e de milicianos das Forças Novas que trabalham juntos
sem problemas. Quando nos aproximamos dos militares, eles afirmam que
os combatentes dos dois lados “realmente acabaram” e que desejam
a paz”. Em 22 de dezembro os combatentes não regulares começarão
a se concentrar em localidades específicas onde darão andamento
às operações de desarmamento para depois dar início
a sua inserção nas tropas do exército regular ou
na sociedade civil. “O dia 22 de dezembro é uma data inserida
entre a festividade muçulmana de Tabaski, conhecida também
como Aid el Adhi e o Natal. Foi escolhida talvez como data simbólica
para destacar a volta da paz e da unidade do País” ressaltam
as fontes da Fides.
“O fato de que na televisão desapareceram
as vozes daqueles que inflamavam os ânimos com discursos de caráter
étnico e de que agora prevalece uma linguagem que destaca os progressos
em direção à paz, parece ser uma verdadeira reviravolta”
lembram as fontes da Fides. “O caminho para reencontrar a paz é
ainda longo e as pessoas precisam ser encorajadas e readquirir confiança.
O Presidente Laurent Gbagbo e o Primeiro Ministro Guillaume Soro, ex-líder
das Forças Novas, têm a intenção de fazer com
que o País saia da crise e ampliam os gestos para acabar com as
tensões. A visita do Presidente a Korhogo, no extremo norte do
País, por exemplo, foi um sucesso popular e de mídia. Agora
a cidade de Man, no oeste, aguarda a visita do Chefe de Estado, como confirmação
da sua volta ao corpo da nação marfinense. Estamos confiantes,
mesmo que com alguma cautela, sobre o futuro da Costa do Marfim”
concluem as nossas fontes.
Fides
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