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EGITO: 08/11/2007
Fundamentalismo
Grupo "irmãos muçulmanos" proibirão presidência
a mulheres e cristãos
O grupo islâmico intitulado "Irmãos
Muçulmanos" - a maior força política opositora
no Egito, apesar de ser ilegal - incluiu em sua plataforma política
a proibição de que uma mulher ou um cristão possam
assumir a presidência do país. O "número dois"
do grupo, Mohamed Habib, disse à agência de notícias
espanhola - EFE - que a organização "adotou uma posição
definitiva sobre essa questão". "Nossa postura - explicou
- baseia-se na Xariá (a lei islâmica), em nossos ensinamentos
e nas expectativas do Estado e de toda a nação." Não
obstante, Habib revelou que o grupo enviou seu programa político,
com a inclusão dessas últimas posturas - acerca das mulheres
e dos cristãos - a numerosos intelectuais, analistas, escritores
e observadores políticos, para "saber a opinião deles
a esse propósito".
Em reação à propostas dos "Irmãos
Muçulmanos", o empresário multimilionário copta,
Naguib Sawiris, afirmou ao diário independente "Al Mas ri
al Yom", que "nenhum cristão, no Egito, está esperando
que os "Irmãos Muçulmanos" se dignem a dar aos
coptas, o direito de ser ou não presidentes do país".
"Nós, coptas, também somos egípcios e damos
as boas-vindas a quem quer que governe o país com justiça"
- acrescentou Sawiris. O grupo "Irmãos Muçulmanos"
- criado em 1928 e declarado ilegal em 1954 - participa das eleições
com candidatos independentes, para driblar o veto, e ocupa 88 das 454
cadeiras do Parlamento egípcio.
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