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VATICANO: 07/02/2007
Educação
Bento XVI critica idolatria do poder e do
dinheiro
Na sua paixão e morte, Cristo testemunha
a sua adesão livre e consciente ao querer do Pai, como se lê
na Carta aos Hebreus:
‘Embora sendo Filho, aprendeu a obediência
das coisas que sofreu’.” “Em Cristo, a forma divina
esconde-se sob a forma humana, ou seja, sob a nossa realidade humana marcada
pelo sofrimento, pela pobreza, pelo limite e pela morte”. Palavras
do Papa Bento XVI, na audiência-geral desta quarta-feira, na Praça
de São Pedro, com a participação de uns 35 mil peregrinos.
O Santo Padre
O Santo Padre comentou desta vez a primeira parte
do hino da Carta de São Paulo aos Filipenses (2, 5-8):
“Tende entre vós os mesmos sentimentos
que havia em Cristo Jesus:
Ele, que era de condição divina, não
reivindicou o direito de ser equiparado a Deus. Mas despojou-se a si mesmo,
tomando a condição de servo, tornando-se semelhante aos
homens... humilhou-se a si mesmo, feito obediente até à
morte, e morte de cruz”.
“Elemento fundamental desta primeira parte do hino
(observou o Papa) parece-me ser o convite a entrar nos sentimentos de
Jesus. Entrar nos sentimentos de Jesus quer dizer não considerar
o poder, a riqueza, o prestígio, como valores superiores da nossa
vida, porque no fundo não respondem à sede mais profunda
do nosso coração; abrir o nosso coração ao
outro, levar com o outro o peso da nossa vida e abrirmo-nos ao Pai dos
céus com um sentido de obediência e confiança, sabendo
que é precisamente obedecendo ao Pai que seremos livres. Entrar
nos sentimentos de Jesus: este o exercício quotidiano de quem vive
como cristão”.
Entre as saudações nas diferentes
línguas, não faltaram algumas palavras em português,
aos padres do Colégio Brasileiro de Roma:
“A minha saudação a todos
os peregrinos de língua portuguesa, com uma bênção
particular para os sacerdotes do Colégio Pio Brasileiro em Roma:
na vossa formação, cultivai aquele sentire
cum Ecclesia que fará de vós humildes e fiéis servidores
da Verdade, pastores segundo o Coração de Deus”.
Dirigindo-se na parte final desta audiência aos
numerosíssimos peregrinos italianos presentes, Bento XVI, muito
aplaudido, e improvisando uma vez mais, manifestou o seu apreço
pela fé e afeto que continuam a manifestar com tanta intensidade
em relação ao sucessor de Pedro.
Fonte: Radio Vaticana
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