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ESPANHA: 18/12/2007
Liberdade Religiosa
Comunhão e libertação pede liberdade para que se
exerça ministério episcopal
O arcebispo de Granada, Dom Francisco Javier Martínez
Fernández, publicou uma nota na qual expressa seu respeito aos
tribunais e anuncia o recurso contra uma sentença condenatória.
O movimento eclesial Comunhão e Libertação, em outra
nota, pergunta se existe na Espanha «tutela efetiva da liberdade
necessária para exercer o ministério episcopal». A
nota do arcebispo Martínez, de 13 de dezembro, está dirigida
«aos fiéis católicos de Granada e a quem possa interessar»,
sobre a sentença do Tribunal Penal número 5 desta cidade,
diante do processo apresentado pelo sacerdote da diocese Francisco Javier
Martínez Medina. A sentença absolveu o arcebispo de duas
acusações de coação, uma de lesões
psicológicas, e outra contra a integridade moral, mas o condenou
a pagar multa de 3.750 euros por um delito de coação e um
de injúria.
O bispo indica em sua nota que teve conhecimento da decisão
judicial no último dia 10, «quando estava a caminho do Líbano»,
e somente ao regressar a Granada pode conhecer detalhadamente seu conteúdo.
Acrescenta que sente o dever de manifestar que respeita «escrupulosamente
as decisões dos Tribunais de Justiça», assim como
seu dever de emitir «legitimamente a sentença». Reitera-se
«inocente do delito e da falta» e anuncia que interporá
os recursos que o ordenamento jurídico lhe permite para defender
sua inocência. Explica que «por respeito à independência
dos Tribunais de Justiça», deve abster-se de expor publicamente
as razões de sua discordância com a sentença, «ao
corresponder seu conhecimento aos Tribunais de Justiça».
Por outra parte, o movimento eclesial Comunhão
e Libertação publicou também uma nota na qual, expressando
o «respeito devido às decisões judiciais», expressa
sua surpresa pela «condenação do arcebispo de Granada,
ainda mais quando se produz depois de que o promotor solicitasse a absolvição».
«A atuação de Dom Javier Martínez – acrescenta
a nota – esteve encaminhada a preservar o bem da Igreja.»
Sentenças como esta, indica Comunhão e Libertação,
«suscitam questionamentos sobre a tutela efetiva da liberdade necessária
para exercer o ministério episcopal». Acrescenta que «o
Estado de Direito deve custodiar cuidadosamente a liberdade religiosa,
o que implica, sempre que estejam garantidos os direitos constitucionais,
não imiscuir-se nas formas organizativas e de governo de cada confissão,
para assim garantir uma autêntica laicidade».
Dom Javier Martínez, indica a nota, «é
uma pessoa entregue sem reservas à Igreja e ao serviço dos
homens. Sua vida dá testemunho da busca do bem e da justiça,
da construção social em obras culturais e educativas».
«Seu exemplo evidencia que precisamos de pessoas e comunidades livres
para que exista uma sociedade verdadeiramente plural. Neste momento de
dor, nós lhe expressamos nosso apoio, agradecidos pela seriedade
humana com a qual vive sua vocação», conclui sua nota
Comunhão e Libertação.
Zenit
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