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PAQUISTÃO: 26/11/2007
Política
A Corte Suprema legitima Musharraf, a oposição protesta
Modifica-se a situação política
no Paquistão, país onde ainda vige o estado de emergência
proclamado pelo general Pervez Musharraf em 3 de novembro. Com efeito,
a Corte suprema não acatou o último recurso apresentado
contra a validade da eleição à presidência
de Musharraf, que, assim, obtém a permissão ao mandato de
cinco anos que lhe foi atribuído com as eleições
parlamentares de 6 de outubro passado. O Parlamento nacional em Islamabad
e os parlamentares regionais tinham eleito à presidência
do Paquistão o general. A oposição, porém,
recorreu da decisão na Corte suprema para invalidar o voto. Depois
de declarar o estado de emergência no país, Musharraf substituiu
os juizes hostis da Corte suprema por pessoas de sua confiança.
O veredicto da Corte, “amortizada” pelas nomeações
do Presidente, não satisfaz, porém, a oposição
e as organizações da sociedade civil, que nas últimas
semanas organizaram um amplo protesto.
Setores da oposição do país pedem
para boicotar o voto anunciado de 9 de janeiro, pois “significaria
a legitimação da ação de Musharraf e do seu
regime inconstitucional”. A organização internacional
“Human Rights Watch”, junto a numerosas associações
da sociedade civil paquistanesa, pediu às autoridades paquistanesas
que libertem o destituído presidente da Corte suprema, Iftikhar
Chaudhry, e os outros magistrados condenados à prisão domiciliar
desde 3 de novembro. Enquanto isso, as minorias religiosas ficam à
espera de como a situação vai evoluir, reiterando o pedido
de respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. Em especial,
pede-se a mudança do sistema eleitoral, que penaliza fortemente
os cidadãos não-muçulmanos (os eleitores são
divididos por comunidades religiosas e podem votar somente os seus correligionários).
Os 15 milhões de cidadãos cristãos presentes no Paquistão
desejam que o Estado tutele seus direitos e sua dignidade.
Fides
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