| PIME-Net
PAQUISTÃO: 14/12/2007
Perseguição
“A comunidade cristã sente-se muito insegura e ameaçada”
Os superiores gerais da Ordem dos Pregadores e das Irmãs
Dominicanas enviaram uma mensagem «à Família Mundial
dominicana», na qual ilustram a difícil situação
que seus irmãos e irmãs dominicanos vivem no Paquistão.
Na carta, publicada em 25 de novembro passado, pedem orações
por eles e pela comunidade cristã em geral que, afirmam, «sente-se
muito insegura e ameaçada». O Frei Carlos Azpiroz Costa,
mestre da Obra, e a Irmã María Fabiola Velázquez
Maya, coordenadora internacional das Irmãs Dominicanas, assinaram
uma mensagem conjunta na qual explicam que os dominicanos vivem e desenvolvem
seu ministério em 101 países do mundo. Acrescentam que muitos
membros da família dominicana «estão presentes em
países assolados pela pobreza econômica e pelos conflitos»
e que, nas últimas semanas, estão especialmente «a
par da situação do povo do Paquistão e dos membros
da família dominicana que vivem lá».
«Estamos em comunhão com eles na oração
e na solidariedade durante este tempo de crise», afirmam os superiores
dominicanos. A crise no Paquistão existe, denunciam em sua mensagem,
«porque o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, declarou
o estado de emergência em 3 de novembro. Em conseqüência,
a constituição do Paquistão está suspensa,
os cidadãos do Paquistão estão privados de seus direitos
básicos, dezenas de membros da Corte Suprema, juízes e presidentes
dos Tribunais Superiores estão sob prisão domiciliar, as
pessoas não têm acesso a canais de televisão privada
locais ou a canais de notícias internacionais». Centenas
de jornalistas, advogados e líderes políticos, acrescentam,
«encontram-se sob prisão domiciliar ou na prisão».
Perante esta situação, explicam, «a comunidade cristã
se sente muito insegura e ameaçada.
Os bispos e os superiores maiores dos religiosos no Paquistão
estão sumamente alarmados sobre a deteriorada situação
do país». O Frei Carlos Azpiroz e a Irmã María
Fabiola Velásquez exortam «o Governo do Paquistão
a declarar o estado de emergência, restaurar a Constituição
suspendida, garantir para todos os plenos direitos civis, libertar todos
os líderes políticos, jornalistas, advogados e também
todos os juízes e suas famílias que estão sob prisão
domiciliar». Pedem desta forma que se permita «às pessoas
do Paquistão o livre acesso aos meios nacionais e internacionais
de comunicação» e «um regresso à democracia
constitucional», que «melhorará a imagem e a posição
mundial do Paquistão». Desta forma, exortam «todos
os dominicanos e dominicanas em todo o mundo a continuar rezando pelo
povo do Paquistão».
E pedem aos dominicanos, em países cujos governos
podem ser capazes de influir no governo do Paquistão, que «incitem
seus governadores a colocarem-se em contato diretamente com o general
Pervez Musharraf, presidente do Paquistão, para que insistam no
retorno à democracia constitucional no país» e em
que «os direitos humanos básicos sejam assegurados; que o
poder judicial seja restaurado» e que não se prive «o
povo do acesso aos meios locais ou internacionais de comunicação».
«Como homens e mulheres de fé, consideramos inaceitáveis
os efeitos do atual estado de emergência e a suspensão do
exercício da Constituição», acrescentam os
que assinaram a mensagem.
E concluem:
- «Em comunhão com nosso pai Domingo, que
chorou pelos que sofrem, e de nossa irmã Catarina de Sena, que
influiu nos líderes civis de seu tempo, somos seu irmão
e irmã».
Repetidas vezes, ao longo do mês de novembro, a
Igreja no Paquistão lançou chamados parecidos ao que os
superiores maiores dos dominicanos fizeram. Em 18 de novembro, Dom Lawrence
Saldanha, arcebispo de Lahore, presidente da Conferência Episcopal
do Paquistão, uniu-se aos meios de comunicação na
denúncia das medidas governamentais contra os jornalistas, durante
a reunião anual da junta diretiva do programa em língua
urdu da «Rádio Veritas» Ásia, em Lahore. Desta
forma, líderes eclesiais fizeram um chamado a que acabe o estado
de emergência e se restaurem as instituições democráticas.
Neste sentido, a Igreja Católica se uniu a outros grupos civis
e políticos, inclusive partidos muçulmanos, que faziam o
mesmo pedido. A crise estourou em 11 de novembro, quando Musharraf anunciou
que seguiria o estado de emergência, supostamente para reforçar
a luta contra o terrorismo, mas que se prolongará até depois
das previstas eleições gerais que, prometeu, se celebrariam
em 9 de janeiro de 2008.
Zenit
Home-page
© 2007 PIME-Net
Copyright © PIME-Net
Reprodução grátis desde que cite a fonte.
Enviar eventuais sugestões ou criticas para:
Redação - PIME-Net
Rua Joaquim Tavora n.º 686 - Vila Mariana
São Paulo - 04015-011
e-mail |