A Igreja no Mundo
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A Questão da Pena de Morte:
13/03/2007 O simplismo de considerar a defesa dos direitos humanos a defesa de direitos de criminosos tem de ser desmascarado. Aqueles que defendemos o direito à vida de todos, de todos sem exceção, não podemos ser confundidos com criminosos ou defensores de suas posturas. O que almejamos mesmo é o fim da barbárie e do ódio. O Estado brasileiro falha diante de seus cidadãos, do berço à sepultura. Más condições de educação e saúde, de moradia, de sobrevida material mesmo, acabam por reduzir o ser humano à situação desesperadora de louco desviante em muitos casos. Há muita gente desesperada por providenciar sua sobrevivência e a dos seus, ainda que para isso tenha de romper com as normas sociais vigentes. Se o Estado brasileiro é o maior responsável pela elevação no índice de criminalidade, particularmente tendo em vista a brutal e dificilmente equiparável, em escala planetária, concentração de renda, o Estado brasileiro carece de condições morais para dizer "quem tem o direito à vida (assegurado na Constituição, por sinal) e quem, por seus crimes, deve ser apenado com a perda deste direito humano básico", até porque o juízo humano é falho, a pena-de-morte é uma punição evidentemente irreversível e o "exemplo" deve vir sempre de cima, jamais dos desesperados. Montar uma fábrica de desesperados e, para "solucionar", montar uma máquina de extermínio de desesperados não me parece racional. É coisa parecida à "Solução Final" dos nazistas... Como o neocolonialismo nos colocou sob a órbita de influência dos EUA, muitos apreciam citar aquela Nação como exemplo a ser seguido. Na esfera dos direitos humanos há muito pouco a aprender com os ianques. Os EUA são a única Nação do primeiro mundo em que este crime medieval é praticado, quando o Estado mata, com o beneplácito do aparelho judiciário. Mas a justiça norte-americana tem se equivocado em diversos casos de apenamento com a morte. Alguém poderia contra-argumentar que o aparelho judiciário brasileiro seria superior e não cometeria falhas. Será? Somos todos humanos, sujeitos a falhas, portanto. Algumas citações interessantes em torno desta temática "Vim ao mundo para que tenham Vida e Vida em abundância!"
"Nunca pode haver uma justificativa para a tortura,
ou para tratamentos ou penas cruéis, desumanas e degradantes. Se
pendurar uma mulher pelos braços até que sofra dores atrozes
é uma tortura, como considerar o ato de pendurar uma pessoa pelo
pescoço até que morra?" "O que é a pena capital senão o mais
premeditado dos assassinatos, ao qual não pode comparar-se nenhum
ato criminoso, por mais calculado que seja? Pois, para que houvesse uma
equivalência, a pena de morte teria de castigar um delinqüente
que tivesse avisado sua vítima da data na qual lhe infligiria uma
morte horrível, e que a partir desse momento a mantivesse sob sua
guarda durante meses. Tal monstro não é encontrável
na vida real." "Quando vi a cabeça separar-se do tronco
do condenado, caindo com sinistro ruído no cesto, compreendi, e
não apenas com a razão, mas com todo o meu ser, que nenhuma
teoria pode justificar tal ato." "Pedirei a abolição da pena de morte
enquanto não me provarem a infalibilidade dos juízos humanos." "A pena de morte é um símbolo de terror
e, nesta medida, uma confissão da debilidade do Estado." "Mesmo sendo uma pessoa cujo marido e sogra foram
assassinados, sou firme e decididamente contra a pena de morte... Um mal
não se repara com outro mal, cometido em represália. A justiça
em nada progride tirando a vida de um ser humano. O assassinato legalizado
não contribui para o reforço dos valores morais." ‘‘Sou sobrevivente de um campo de concentração.
Meus olhos viram o que nenhuma pessoa devia presenciar. Câmaras
de gás construídas por engenheiros ilustrados. Crianças
envenenadas por médicos instruídos. Bebês assassinados
por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebes mortos a tiros por ginasianos
e universitários. Assim, desconfio da educação. Meu
pedido é o seguinte: Ajudem os seus discípulos a serem humanos.
Os seus esforços nunca deverão produzir monstros cultos,
psicopatas hábeis ou Heichmans instruídos. Ler, escrever,
saber história e aritmética só são importantes
se servem para tornar nossos estudantes mais humanos’’ www.culturabrasil.org/direitoshumanos
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