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Pena de Morte: 13/03/2007
Eficácia da pena de morte divide americanos
Encontrar informações contra a
pena de morte é muito fácil: uma rápida
pesquisa na internet ou nas universidades americanas leva a uma enxurrada
de organizações e acadêmicos com extensos argumentos
contra a punição.
É claramente muito menor o número de organizações
ou estudiosos apresentando pontos de vista a favor da pena capital.
Entre a população em geral, no entanto,
as pesquisas mostram que a pena de morte, adotada em 38 dos 50 Estados
americanos, tem ampla aceitação. E só neste ano já
foram executados 36 condenados nos Estados Unidos, enquanto outros 3,5
mil estão em corredores da morte pelo país.
Na mais recente pesquisa Gallup sobre o assunto, em maio
deste ano, 71% dos entrevistados disseram que a pena de morte é
um castigo justo para o assassinato, apesar de 46% terem considerado a
prisão perpétua mais adequada.
"Existe uma inclinação esquerdista,
contrária à pena de morte, na mídia e nas universidades
americanas", diz o criminologista John McAdams, da Universidade Marquette,
em Wisconsin.
Estado
McAdams é um defensor ardoroso da pena de morte,
que para ele é o único castigo que basta para punir alguns
assassinatos
"Pessoas não podem matar, mas o Estado precisar
ter este direito para preservar o bem comum", diz o pesquisador.
"O seqüestro é ilegal, mas o Estado
pode prender uma pessoa pelo tempo que for necessário. O roubo
é ilegal, mas o Estado tem o direito de tirar dinheiro das pessoas
na forma de impostos e prendê-las se elas não pagarem",
compara.
Opositores da pena de morte dizem que a punição
não desestimula o assassinato e comparam os dados de violência
dos Estados americanos que a adotam com os registrados naqueles onde ela
não existe.
Estudos mostram que o índice de assassinatos é
pelo menos 30% maior nos Estados que executam assassinos.
Diferenças
John McAdams não contesta os números, mas
diz que eles não significam nada.
"Estas pesquisas tratam regiões completamente
diferentes como se a única diferença entre elas fosse a
lei. Um Estado pode precisar da pena de morte exatamente porque têm
índices de criminalidade mais altos", diz McAdams.
O pesquisador cita um estudo realizado no Texas depois
que uma decisão judicial interrompeu as execuções
no Estado, do início de 1996 ao início de 1997.
"Modelos estatísticos aplicados aos dados
antes e depois deste período mostram que a interrupção
levou a algo entre 150 e 200 homicidios adicionais", diz McAdams.
Hoje, o Texas é o Estado que mais excuta prisioneiros:
dos 36 deste ano, dez vieram do Texas, com Ohio em segundo lugar, com
seis execuções.
Mudanças
Opositores e partidários da pena de morte concordam
em um ponto: a pena capital tem poucas chances de acabar no Estados Unidos
em um futuro próximo.
Nestas eleições, tanto o republicano George
W. Bush quanto o democrata John Kerry já se declararam publicamente
a favor da pena de morte. O assunto, no entanto, raramente é tratado.
O criminologista William McDonald, da Universidade Georgetown,
acredita que alguma mudança – se acontecer – virá
dos tribunais.
Durante os anos 70, as execuções praticamente
cessaram nos Estados Unidos devido a decisões da Suprema Corte.
"Se tivermos agora um ou dois governos democratas,
que nomeiem juízes mais liberais para a Suprema Corte, pode ser
que em uma década tenhamos alguma mudança na aplicação
da pena de morte através dos tribunais", afirma McDonald.
"Não vejo nenhuma chance de mudanças
nas lei e também não acredito em mudanças significativas
na opinião pública americana sobre o assunto."
BBC
Brasil
Nestas eleições, tanto o republicano George
W. Bush quanto o democrata John Kerry já se declararam publicamente
a favor da pena de morte. O assunto, no entanto, raramente é tratado.
O criminologista William McDonald, da Universidade Georgetown,
acredita que alguma mudança – se acontecer – virá
dos tribunais.
Durante os anos 70, as execuções praticamente
cessaram nos Estados Unidos devido a decisões da Suprema Corte.
"Se tivermos agora um ou dois governos democratas,
que nomeiem juízes mais liberais para a Suprema Corte, pode ser
que em uma década tenhamos alguma mudança na aplicação
da pena de morte através dos tribunais", afirma McDonald.
"Não vejo nenhuma chance de mudanças
nas lei e também não acredito em mudanças significativas
na opinião pública americana sobre o assunto."
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