| PIME-Net
VATICANO: 30/11/2007
Refugiados
Impossível calar diante do drama dos jovens em campos de refugiados,
denuncia papa
Bento XVI pede ajuda diante do drama diário que
se vive nos campos de refugiados, especialmente pensando nas crianças
e jovens que não conheceram outra realidade em sua vida. Os «jovens
migrantes» são o centro da Mensagem do Papa para a próxima
Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado – 13 de janeiro de 2008
–, apresentada nesta quarta-feira na Sala de Imprensa da Santa Sé.
«Infelizmente» há «muitas crianças e adolescentes»
entre os «migrantes forçosos», «refugiados»,
«prófugos» e «vítimas do tráfico
de seres humanos», escreve o Santo Padre. «É possível
calar ante as imagens dos grandes campos de prófugos e de refugiados,
presentes em diferentes partes do mundo.
Como não pensar que esses pequenos seres chegaram
ao mundo com as mesmas legítimas esperanças de felicidade
que os outros?», sublinha. «A infância e a adolescência
são fases de fundamental importância para o desenvolvimento
do homem e da mulher, e requerem estabilidade, serenidade e segurança»;
no entanto, estas crianças e adolescentes «tiveram como única
experiência de vida os ‘campos’ de permanência
obrigatória», adverte. Lá «se encontram segregados,
longe dos centros habitados e sem a possibilidade de ir normalmente à
escola», coisa que, como alerta o Papa, põe em risco a possibilidade
de que contemplem com confiança seu próprio futuro. «É
necessário dedicar-se ainda mais a ajudá-los, mediante a
criação de estruturas idôneas de acolhida e de formação»,
exorta.
Na apresentação da mensagem papal, o arcebispo
Agostino Marchetto, secretário do Pontifício Conselho para
a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, advertiu sobre a dramática
dimensão de conceitos como «asilo» e «prófugo»
quando se referem aos jovens migrantes. A «retirada forçada
do lugar de origem» já implica um evento traumático,
e os jovens refugiados «sofrem imensamente por violações
de direitos humanos sofridas como vítimas de guerras e de violências,
ou de negligência, crueldade, exploração social ou
de outro tipo, discriminação racial, agressão e ocupação
estrangeira dos lugares onde vivem», enumerou. O prelado destacou
que existe uma geração inteira que nasceu e cresceu em campos
de refugiados.
Tais estruturas «deveriam voltar a ser
aquilo para o que foram criadas:
- um lugar para estar temporariamente»; mas a práxis
geral – lamentou –, especialmente em países do sul
do mundo, é «obrigar as pessoas a viverem em campos superpovoados,
muitas vezes em situações terríveis». Aos refugiados
normalmente não é permitido trabalhar, e sua liberdade de
movimentos está limitada – descreveu; ficam «totalmente
limitados à distribuição de alimentos dentro dos
campos», onde não é excepcional a desnutrição.
Zenit
Home-page
© 2007 PIME-Net
Copyright © PIME-Net
Reprodução grátis desde que cite a fonte.
Enviar eventuais sugestões ou criticas para:
Redação - PIME-Net
Rua Joaquim Tavora n.º 686 - Vila Mariana
São Paulo - 04015-011
e-mail |