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VATICANO: 19/12/2007
Fundamentalismo
Al Qaeda ameaça Papa por sua obra de diálogo com muçulmanos
As ameaças do «número dois»
da rede terrorista Al Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, contra
Bento XVI buscam acabar com sua obra de diálogo com os muçulmanos,
constata o porta-voz vaticano. Al-Zawahiri, em uma entrevista de uma hora
e 37 minutos de duração, difundida ontem pela produtora
audiovisual da Al Qaeda, As Sahab, definiu a recente e histórica
visita ao Papa do rei Abdullah bin Abdul Aziz al Saud, da Arábia
Saudita, como uma ofensa ao Islã e aos muçulmanos. «Os
contatos de diálogo que promoveram autorizados expoentes muçulmanos,
como o rei da Arábia e os 138 líderes islâmicos [que
escreveram uma carta de colaboração ao Papa, N da R.], são
um fato significativo para todo o mundo muçulmano», reconhece
o Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Informação
da Santa Sé.
«O fato de que estas vozes que querem explicitamente
dialogar e comprometer-se pela paz tenham uma importância crescente
no Islã é evidentemente um fato que preocupa quem não
quer este diálogo», considera o porta-voz. A «referência
negativa» ao Papa, observa o Pe. Lombardi, «não é
um fato estranho nem nos preocupa particularmente». De fato, o diretor
da Sala de Informação convida a não lhe atribuir
«uma grande importância». A visita do rei Abdullah,
custódio das duas mesquitas sagradas da Meca e de Medina, em 6
de novembro, foi a primeira de um monarca desse país a um Papa.
Dias depois, o Papa respondeu à carta que, no final do Ramadã,
haviam lhe dirigido 138 religiosos muçulmanos, garantindo seu compromisso
pelo diálogo baseado nos «valores do respeito recíproco,
da solidariedade e da paz».
Zenit
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