| PIME-Net
ÁFRICA: 29/04/2008
Energia
Diante da crise energética, Uganda e Níger também
pretendem utilizar as próprias reservas de urânio para produzir
eletricidade
De fornecedores de urânio a produtores de energia
nuclear. É a transformação que pretendem fazer Uganda
e Níger, este último um dos mais importantes fornecedores
de urânio do mundo. Uma mudança que precisa de anos para
ser realizada, de grandes investimentos financeiros e da assistência
técnica internacional, mas que os Países africanos aprovam
para suprir a carência de energia elétrica que atinge diversas
regiões do continente. Segundo o Ministro ugandense das Minas e
Energia, Daudi Migereko, “com o contínuo aumento da demanda
de energia prevê-se que a energia nuclear terá um papel importante
no fornecimento de energia. Uganda possui reservas significativas de urânio
que podem ser exploradas para a produção de energia”.
Uganda deve enfrentar um grande déficit de energia
elétrica devido a falta de investimentos e a queda da produção
da central hidrelétrica de Jinja, por causa do baixo nível
das águas do Lago Vitória. A produção da central
passou de 380 Megawatts para 135 Megawatts, obrigando a companhia elétrica
nacional a utilizar geradores a diesel para produzir 100 Megawatts suplementares.
Um custo inaceitável por um longo período, tendo em vista
o andamento dos preços do petróleo. O governo, para pagar
a fatura energética, foi obrigado a constituir um fundo especial
de 56,5 milhões de dólares, dos quais, 40 milhões
destinados a cobrir os custos das centrais térmicas. O potencial
do setor hidrelétrico e de outras fontes renováveis de Uganda
é de 530 Megawatts, suficientes para satisfazer a demanda da metade
das 5 milhões de casas do País que devem estar ligadas à
rede elétrica nacional.
Há também as necessidades da indústria
e das instituições. 90% dos ugandeses não têm
acesso à eletricidade. Para criar uma verdadeira “cadeia
produtiva” nuclear, Uganda deve ter uma legislação
adequada, buscar investimentos no exterior e formar uma força de
trabalho com as necessárias qualificações. Atualmente
no País existem somente 10 especialistas no setor nuclear. Entre
os Países africanos que estão considerando o uso de energia
nuclear estão a Argélia, o Egito, Marrocos, Namíbia
e Nigéria. O Níger também manifestou a intenção
de explorar localmente as próprias reservas de urânio. “O
Níger é o terceiro produtor mundial de urânio. Decidimos
aumentar o seu preço para as empresas francesas para as quais vendemos,
porque queremos investir mais no nosso País. Construiremos centrais
nucleares no nosso País para vender energia com baixo custo às
outras nações da África anunciou Mohamed Ben Omar,
Ministro da Comunicação do Níger, durante uma conferência
na sede romana do ISIAO (Instituto Italiano para a África e o Oriente).
Fides
Home-page
© 2008 PIME-Net
Copyright © PIME-Net
Reprodução grátis desde que cite a fonte.
Enviar eventuais sugestões ou criticas para:
Redação - PIME-Net
Rua Joaquim Tavora n.º 686 - Vila Mariana
São Paulo - 04015-011
e-mail |